Primavera tem previsão de estiagem e La Niña no RS

Cachoeira do Sul, · --°C

A primavera de 2025 começou oficialmente às 15h19min nesta segunda-feira (22) no Rio Grande do Sul, trazendo consigo expectativas climáticas que já mobilizam produtores e especialistas. De acordo com previsões da Organização Meteorológica Mundial e de institutos brasileiros, o Pacífico Equatorial encontra-se atualmente em fase neutra do fenômeno ENOS (El Niño-Oscilação do Sul), mas há sinais de que uma transição para La Niña possa ocorrer ao longo da estação, especialmente entre outubro e dezembro, embora a probabilidade ainda seja moderada. A chance de El Niño se formar nos próximos meses é considerada muito baixa.

Para a agricultura, que inicia a safra de verão na primavera, esse cenário exige atenção. O início da estação deve ser relativamente úmido, com chuvas regulares favorecendo a umidade do solo, importante para a semeadura de soja, milho e outras culturas típicas. No entanto, a partir de novembro, a tendência é de queda nos volumes de chuva, o que pode resultar em déficit hídrico em algumas regiões do estado e exigir cuidados extras com irrigação e manejo das lavouras. Além disso, a combinação de umidade inicial seguida por aumento de temperatura pode favorecer o surgimento de doenças fúngicas em culturas suscetíveis.

Em relação às temperaturas, a primavera de 2025 deve apresentar médias próximas ou ligeiramente acima do histórico para o período. No início da estação, a amplitude térmica será grande, com noites mais frias e tardes mais quentes, característica típica da transição entre inverno e verão. Com a chegada de novembro e dezembro, espera-se que os dias se tornem progressivamente mais quentes, sem previsão de extremos, mas mantendo temperaturas acima da média histórica em algumas áreas.

Assim, a primavera se configura como uma estação de transição, marcada por um início úmido, desenvolvimento climático relativamente estável e um final mais quente e seco, com a possível influência de La Niña tornando-se mais evidente e trazendo desafios adicionais para o setor agrícola gaúcho.

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