Prazo da vacinação contra HPV para adolescentes de 15 a 19 anos é prorrogado até dezembro

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A Secretaria Estadual da Saúde (SES) informou que foi prorrogado até 31 de dezembro deste ano o prazo da estratégia extraordinária de vacinação contra o HPV voltada a adolescentes de 15 a 19 anos que ainda não foram imunizados. A ampliação foi definida pelo Ministério da Saúde nesta terça-feira (30), atualizando a orientação anterior que previa o encerramento da mobilização em 30 de junho.

A medida reforça a recomendação para que adolescentes que ainda não receberam a vacina procurem as unidades de saúde para regularizar a imunização. No calendário nacional de vacinação de rotina, a vacina contra o HPV é oferecida gratuitamente em dose única para meninas e meninos de 9 a 14 anos.

Segundo a SES, a prorrogação pretende ampliar o acesso à vacina e aumentar os índices de cobertura vacinal, especialmente entre adolescentes que perderam a oportunidade de se imunizar na faixa etária recomendada. Nos casos em que não houver comprovação do histórico vacinal, a orientação é considerar o adolescente como não vacinado e aplicar a dose.

A vacina contra o HPV é considerada a principal forma de prevenção contra o câncer de colo do útero, além de proteger contra outros tipos de câncer associados ao vírus, como os de ânus, pênis, boca e orofaringe. O HPV é apontado como a infecção sexualmente transmissível mais comum no mundo e está relacionado à maioria dos casos de câncer de colo do útero. A vacina quadrivalente disponibilizada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18 do vírus. Os tipos 16 e 18 são responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer relacionados ao HPV.

Cobertura ainda preocupa entre meninos

De acordo com a Secretaria Estadual da Saúde, cerca de 16 mil adolescentes entre 15 e 19 anos foram vacinados no Rio Grande do Sul desde o início da estratégia de resgate. Entre o público-alvo da vacinação de rotina, de 9 a 14 anos, a meta estabelecida é de 90% de cobertura.

Em 2025, o índice alcançou 90,67% entre meninas e 79,10% entre meninos. No ano anterior, os percentuais haviam sido de 87,10% e 71,11%, respectivamente. Apesar da evolução nos números, a SES ressalta que ainda é necessário ampliar a vacinação, principalmente entre os meninos e adolescentes mais velhos que ainda não iniciaram a imunização.

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