Prainha de Candelária está imprópria para banho, diz Fepam

Publicado por
Milos Silveira

Quem pretende aproveitar áreas naturais para banho no Vale do Rio Pardo deve ficar atento ao mais recente levantamento ambiental divulgado pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam). O boletim indica que o Balneário Carlos Larger, a Prainha, em Candelária, não atende aos padrões de segurança para contato com a água.

O ponto foi classificado como impróprio após a identificação de concentração elevada da bactéria Escherichia coli (E.coli), indicador de contaminação fecal. O índice registrado chegou a 4.900, o mais alto entre todos os locais monitorados no Estado neste ciclo de análise. Embora o laudo tenha sido concluído na sexta-feira (26), a divulgação ocorreu apenas nesta terça-feira (30).

O monitoramento estadual abrange 96 praias e balneários distribuídos em 45 municípios do Rio Grande do Sul. Na Região Central, a situação é distinta em Cachoeira do Sul, onde a Praia Nova, às margens do Rio Jacuí, permanece com condição considerada adequada para banho. No entanto, como o nível do Jacuí está em 19,60 metros acima do nível do mar, ou seja, 1,60 metro além do normal, o Corpo de Bombeiros Militar orienta a população a evitar banho no local até as águas se normalizarem.

A metodologia utilizada pela Fepam segue critérios estabelecidos pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), com base em coletas realizadas ao longo de cinco semanas consecutivas. Um local passa a ser considerado impróprio quando pelo menos duas amostras apresentam resultado superior a 800 E.coli ou quando a coleta mais recente ultrapassa o limite de 2.000.

Recomendações aos banhistas

A fundação orienta que a população observe algumas medidas de prevenção ao frequentar balneários naturais:

  • utilizar apenas locais oficialmente classificados como próprios para banho;
  • evitar o contato com a água após períodos de chuva intensa ou durante cheias dos rios;
  • não entrar na água em áreas com presença visível de algas;
  • ter atenção redobrada com crianças, idosos e pessoas com menor resistência imunológica.
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Milos Silveira

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