
Em Cachoeira do Sul, os rompimentos de rede da Corsan têm sido uma constante pelo menos há dois anos. A região mais afetada são as zonas sul e leste justamente as áreas mais próxima do Rio Jacuí e também está localizada a Estação de Tratatamento da empresa.
Paralelamente, também existe uma certa indignação da comunidade com relação às obras implantação de esgoto, coincidentemente na mesma área, onde após a conclusão do serviço, as ruas ficam em precárias condições.
REDES ANTIGAS PREOCUPAM
Com relação às redes, na realidade elas são antigas porque a longo do tempo não tiveram os reparos necessários. A Corsan tem feito interligação de redes e até construiu um reservatório com capacidade para 5 mil litros no Alto do Amorim – zona leste – região que comprende seis bairros, a área mais afetada quando falta água.
Há duas semanas, dois rompimentos – um na Rua General Câmara e outro na Rua Félix da Cunha – afetaram por dois dias o Alto do Amorim. Diante da situação, as famílias questionaram se o reservatório inaugurado em janeiro de 2025 e, construído em frente ao Prado no Bairro Primavera – armazena água da Corsan. Foram investidos R$ 3,6 milhões para beneficiar cerca de 15 mil moradores, mas na prática, segundo os moradores, basta romper uma canalização que a região fica sem abastecimento.

ZONA NORTE TAMBÉM ENFRENTA DIFICULDADES
Outro detalhe que chama atenção é que se houver um desabastecimento geral, a zona norte da cidade, enfrenta difculdades de abastecimento. Se a água chegar na zona sul pela manhã manhã, a norte só será totalmente abastecida no início da noite.
OBRAS DE ESGOTO NAS RUAS DA CIDADE
As obras de implantação de rede na parte sul e leste da cidade igualmente viraram um transtorno para os moradores. É que após o serviço, as ruas ficam cheias de buracos ainda mais naquelas pavimentadas com pedras ou com asfalto.
A reclamação é tanta que na sexta-feira (23), o prefeito Leandro Balardin foi recebido em Porto Alegre pela diretora-presidente da Corsan, Samanta Popow Takimi, para tratar de demandas da cidade em relação à prestação de serviço pela companhia. O gerente da Corsan responsável por Cachoeira do Sul, André Finamor, também esteve presente.
O prefeito questionou o serviço de requalificação das vias públicas após as obras de esgotamento sanitário.
Segundo Balardin, os consertos realizados até o momento têm deixado a desejar, com buracos e danos persistentes nas ruas da cidade. Ele também cobrou a elaboração de um plano macro de requalificação dos serviços, especialmente em relação aos problemas provocados pelos reparos na rede, que acabam impactando diretamente o tráfego e a segurança da população.
O QUE DIZ A CORSAN SOBRE OS CONSTANTES ROMPIMENTOS DE REDE
Os rompimentos de redes podem ocorrer, por exemplo, pelo aumento de pressão em tubulações, movimentação do solo provocada por trânsito de veículos, escavações de obras ou por desgaste do material – no caso das canalizações mais antigas.
Para evitar rupturas, a Corsan vem adotando várias medidas desde que passou a ser controlada pelo Grupo Aegea, em julho de 2023. Entre elas, destacam-se:
1 – Instalação de válvulas redutoras de pressão, que ajudam a controlar a força da água nas redes.
2 – Análises regulares de pressão nos encanamentos.
3 – Monitoramento à distância dos sistemas de abastecimento, 24 horas por dia, pelo Centro de Operações Integradas (COI), com sede em Porto Alegre.
4 – Substituição das redes antigas, de fibrocimento, por tubulações de PVC, que são mais resistentes à pressão e a rompimentos e mais duráveis. Nesta terça-feira, 5, começou a ser trocada a rede de água que passa na Rua Ivo Becker, em Cachoeira do Sul. As substituições devem seguir em 2025.
5 – Instalação de ventosas, que são dispositivos para evitar o acúmulo de ar nas tubulações após interrupções no abastecimento – o que pode provocar rupturas e vazamentos.
EMPRESA DISPONIBILIZA CANAIS DE COMUNICAÇÃO
Para mais informações, estão à disposição da comunidade os canais de relacionamento da Corsan com o cliente: app Corsan, site http://www.corsan.com.br (na Unidade de Atendimento Virtual), ligações gratuitas pelo 0800 646 6444 e WhatsApp (51) 99704-6644.