Ponte do Fandango: lideranças cobram soluções para reduzir impactos da interdição

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Redação/Portal OCorreio

 

Na tarde desta quarta-feira (16), lideranças políticas, empresariais e representantes de entidades de Cachoeira do Sul reuniram-se na sede da Indústria Agro-Pertences para discutir os impactos previstos com a interdição da Ponte do Fandango, prevista para ocorrer nos próximos meses.

Participaram do encontro o presidente da CACISC, Rafael Quadros; o CEO da AgroScrew, Moacir Marzari; o gerente da Todesmade, Sidiano Valduga; o presidente do Sindilojas, Antonio Trevisan; o superintendente do Hospital de Caridade e Beneficência (HCB), Luciano Morschel; o diretor do Sinmetel, Adriano Cauduro; o presidente da Câmara de Vereadores, Magaiver Dias; o representante do Sindicato Rural, Flaviano Feldmann; o chefe de gabinete do prefeito, Cleiton Santos; e o diretor-geral do DNIT Brasil, Fabrício Galvão. Também estiveram presentes os deputados federais Afonso Motta e Paulo Pimenta, acompanhados de suas assessorias.

A principal pauta girou em torno da falta de alternativas concretas para a travessia do Rio Jacuí durante a interdição, especialmente para veículos, pedestres e transporte de cargas. Lideranças demonstraram preocupação com o cancelamento ou declínio da proposta de uma passarela provisória para pedestres, a homologação até então pendente da gratuidade da balsa, e a quantidade e o tipo de balsas disponíveis — sobretudo diante das cheias do rio e da necessidade de operação mesmo em condições de instabilidade.

Outro ponto sensível colocado em pauta foi o adiamento do alteamento da ponte, que ficaria para um segundo momento. O grupo alertou para o risco de que, apesar de já haver recursos destinados, a obra parcial não resolva o problema em sua totalidade, comprometendo a solução definitiva para as futuras enchentes.

Representando o grupo na audiência virtual com o DNIT, o presidente da CACISC, Rafael Quadros, fez uma explanação sobre os impactos econômicos e sociais que a interdição causará se não houver alternativas eficazes. Ele destacou a preocupação com o escoamento da safra 2025/2026, o transporte de safristas na colheita de noz-pecã, o trânsito escolar e o deslocamento de pacientes em tratamento no HCB. Rafael também criticou a morosidade das soluções, que se arrasta há quatro anos, e a ausência de ações preventivas como o desassoreamento do Rio Jacuí, que já provocou novas cheias e paralisações na operação da balsa.

As demais lideranças locais também se manifestaram, destacando a necessidade de que a comunidade seja ouvida e participe ativamente da definição do cronograma de obras e das medidas de mitigação, de forma a garantir soluções compatíveis com as necessidades reais da cidade e da região.

Em resposta, o diretor-geral do DNIT, Fabrício Galvão, anunciou que a homologação da gratuidade da balsa foi assinada no dia anterior à reunião, garantindo que qualquer nova balsa disponibilizada será custeada integralmente pelo órgão. Ele também informou que o DNIT irá se reunir para estudar e apresentar novas alternativas, incluindo a reavaliação da passarela provisória, balsas para veículos leves, pesados e pedestres, com modelos capazes de operar mesmo em condições adversas do Rio Jacuí. Galvão ressaltou ainda a experiência técnica do DNIT em lidar com situações emergenciais semelhantes em outras regiões do país.

Durante o encontro, o deputado federal Paulo Pimenta reafirmou que há verba destinada para o desassoreamento do Rio Jacuí, cobrando que essa ação seja efetivamente executada como parte da solução para os problemas estruturais que afetam o Município.

Ao final, ficou agendada uma nova reunião para o dia 24, às 15 horas, quando o DNIT deverá apresentar propostas mais detalhadas. A CACISC e demais entidades se comprometeram a reunir e encaminhar uma lista de sugestões e demandas prioritárias para reduzir os impactos da interdição. Também foi discutida a possibilidade de ajustes no cronograma de obras, conforme entendimento com as lideranças locais.

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