
A ponte sobre o Arroio Amorim, localizada na Rua Ramiro Barcelos, em Cachoeira do Sul, que faz a ligação da área central com a região do Alto do Amorim, desperta preocupação dos moradores. Trata-se de uma travessia estreita e antiga, que ao longo do tempo ficou sem manutenção. Para as famílias, o contexto é um descaso, pois muitos diariamente necessitam passar pela ponte, que na tragédia de maio de 2024 foi interditada devido ao transbordamento do Amorim.
Sem uma passagem para pedestres e com um guarda-corpo ou parapeito em precárias condições, a ponte sem iluminação tornou-se um perigo para as famílias residente no Bairro Augusto e outras áreas do Alto do Amorim. Há pouco tempo, os moradores pediram providências para a água, que após as chuvas, ficava represada no leito da ponte. Uma medida paliativa foi usada pela Prefeitura, que foi a colocação de terra no local. A ponte tem limite de carga, pois uma placa indica que “somente veículos leves” estão autorizados a cruzar na travessia.
Ninguém sabe ao certo, quando a ponte foi construída, mas ela faz parte da história da expansão urbana da zona leste do município. Embora não existam muitos registros oficiais sobre a data exata de construção da estrutura original, moradores antigos relatam que a travessia já era utilizada há várias décadas como alternativa de acesso entre o Centro e regiões como Barcelos, Mauá, Augusta e Alto do Amorim.
O Arroio Amorim sempre representou um obstáculo natural para a mobilidade urbana naquela região. Antes das pontes de concreto e das melhorias viárias, muitos pontos de travessia eram feitos por pequenas pinguelas de madeira, frequentemente afetadas pelas cheias. A ponte da Rua Ramiro Barcelos surgiu justamente como uma solução para integrar comunidades que cresciam rapidamente ao redor do arroio.
ALTERNATIVA PARA MORADORES DO ALTO DO AMORIM
A relevância da estrutura ficou ainda mais evidente em 2020, quando começaram as obras da nova ponte da Rua Conde de Porto Alegre, também sobre o Arroio Amorim. Durante aquele período, grande parte do trânsito foi desviada para a ponte da Rua Ramiro Barcelos, aumentando significativamente o movimento no local.
Na época, foi destacado que a ponte da Ramiro Barcelos era menor e possuía limitações estruturais, mas tornou-se essencial para manter a ligação entre bairros da zona leste enquanto a outra travessia permanecia interditada.
HISTÓRICO DA PONTE
- Décadas passadas – Travessias do Arroio Amorim eram feitas por pequenas pinguelas e estruturas simples.
- Expansão urbana da zona leste – A ponte da Rua Ramiro Barcelos ganha importância para ligação entre bairros.
- 2020 – Ponte recebe grande fluxo durante as obras da nova ponte da Rua Conde de Porto Alegre.
- 2024 – Estrutura é interditada temporariamente após cheia do Arroio Amorim atingir a pista.