Polícia recolhe veículos e investiga dono de revenda em Cachoeira

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A Polícia Civil deflagrou nesta segunda-feira (1º), em Cachoeira do Sul, uma operação que resultou na apreensão de veículos na revenda Company Veículos, situada na Rua Júlio de Castilhos, no Centro. Batizada de Operação Lastro Frágil, a ação investiga o proprietário do estabelecimento, um homem de 33 anos, por crimes como jogos de azar e lavagem de dinheiro.

Entre os veículos apreendidos pelos agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), está um Porsche Boxster, avaliado em R$ 400 mil. Também foram recolhidos um Hyundai Azera, um veículo C10 (item de colecionador), uma BMW, um jet-ski e uma moto também da BMW, além de R$ 20.136,00 em espécie. Todos os bens apreendidos e sequestrados judicialmente são avaliados em mais de R$ 700 mil. (CONTINUA ABAIXO DA PUBLICIDADE)

De acordo com o delegado Tiago Bittencourt, a investigação teve início em maio por conta de informações que chegaram à Polícia sobre o comportamento do proprietário da revenda, que levava uma vida de ostentação de padrão de vida elevado nas redes sociais, expondo bens de luxo. O homem já teria passagem na Polícia por tráfico de drogas e vinha sendo investigado por realizar rifas ilegais nas redes sociais, o que configura crime de jogos de azar.

Diante das circunstâncias, a Polícia Civil representou na Justiça pela quebra de sigilos bancário e fiscal do homem. Por conta das movimentações atípicas de valores, o delegado Tiago Bittencourt acionou também o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), agência brasileira de inteligência ligada ao governo federal que atua em frentes como o combate à lavagem de dinheiro, financiamento ao terrorismo e à proliferação de armas de destruição em massa. “Há um descompasso considerável entre a evolução patrimonial e a realidade fiscal do investigado”, resumiu o delegado Tiago Bittencourt.

Ainda segundo o delegado, a Operação Lastro Frágil ganhou esse nome “em alusão à falta de lastro fiscal e renda lícita que justifique a evolução patrimonial do investigado”. Além da quebra dos sigilos bancário e fiscal, a Polícia obteve também na Justiça três mandados de busca e apreensão, que foram cumpridos na revenda e na casa do suspeito, no Bairro Tibiriçá, onde o Porsche – avaliado em R$ 400 mil – foi recolhido. Embora valores sejam mantidos em sigilo, a movimentação financeira do homem, segundo a Polícia, seria na “casa dos milhões”.

A empresa teria sido constituída há menos de um ano. Segundo a Polícia, o homem nunca declarou imposto de renda, o que reforçaria a discrepância entre a realidade patrimonial e o lastro fiscal.

O suspeito foi conduzido pelos agentes da Draco à Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) para ser ouvido. Até o fechamento desta matéria, não havia informações sobre recolhimento ou não ao sistema prisional, mas a tendência é de que ele seja liberado após o registro da ocorrência. Já os veículos e bens apreendidos foram sequestrados judicialmente e estão à disposição da Polícia durante o curso das investigações.

Assista a um vídeo da apreensão do Porsche na casa do investigado na Operação Lastro Frágil:

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