Polícia investiga morte de bebê em Rio Pardo dois dias após ser devolvido à mãe

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A Polícia Civil de Rio Pardo apura as circunstâncias da morte de um recém-nascido ocorrida na madrugada de quarta-feira (5). O bebê, de menos de um mês, voltou a morar com a mãe na última segunda-feira (3), após decisão judicial.

Segundo o relato da jovem, de 22 anos, ela havia dado mamadeira ao filho e adormeceu. Ao acordar, percebeu que o bebê apresentava dificuldade para respirar. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e levou a criança ao hospital da cidade, mas ela não resistiu.

O caso ganha contornos mais complexos porque, no final de outubro, a mesma mulher havia acionado o Conselho Tutelar afirmando ter encontrado um bebê abandonado em um matagal. Na ocasião, o recém-nascido foi levado ao hospital por apresentar problemas de saúde, e a jovem foi orientada a registrar ocorrência na delegacia.

No dia seguinte, porém, ela retornou à Polícia Civil e confessou ser a mãe da criança. A jovem relatou que escondeu a gestação da família, já que o pai do bebê está preso. Segundo o depoimento, o parto ocorreu em casa, no dia 14 de outubro.

Após o nascimento, o bebê foi acolhido em uma instituição e permaneceu sob cuidados até a audiência realizada no Fórum de Rio Pardo no início desta semana. A Justiça determinou a reintegração familiar após avaliação psicológica e estudo social, com parecer favorável do Ministério Público e da rede de apoio. A irmã da jovem se comprometeu a auxiliar nos cuidados e a mãe aceitou realizar acompanhamento psicológico.

Dois dias após o retorno do bebê à casa, ocorreu a morte. Em entrevista à Rádio Gaúcha, o delegado Anderson Faturi, responsável pelo caso, informou que a investigação ainda está em andamento e que nenhuma hipótese foi descartada. “Pode ser alguma condição pré-existente, já que a mãe não fez pré-natal, pode ter sido um acidente ou algo intencional. Por enquanto, não temos nada de concreto”, afirmou Faturi.

O laudo da necropsia deve indicar a causa da morte. A jovem também deverá responder por falsa comunicação de crime, devido ao episódio em que afirmou ter encontrado a criança.

NOTA DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RS SOBRE O CASO:

“De acordo com o Juizado da Infância e Juventude de Rio Pardo, a audiência foi realizada em 03/11/2025, quando foi determinado o desacolhimento do bebê e a entrega para a mãe, considerando o laudo psicológico e estudo social realizados.

A determinação teve a concordância da rede de proteção presente, bem como o parecer favorável do Ministério Público.

A tia materna, presente na audiência, se comprometeu a auxiliar a genitora quanto aos cuidados do bebê, sendo que a mulher e o recém-nascido passaram a residir com ela.

Além disso, a mãe se comprometeu a realizar acompanhamento psicológico junto ao CAPS, que já se encontrava agendado, além de acompanhamento familiar junto ao CREAS. O Conselho Tutelar foi intimado para acompanhar o núcleo familiar.”

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