Polícia Ambiental não encontra irregularidade no trabalho da CRM no Piquiri

Por 1 de outubro de 2021

Inspeção de policiais militares em trabalho da CRM constata que companhia tem documentação necessária para trabalho de recuperação de área no Piquiri / Fotos: SD Andressa Gall/2º BABM

 

Policiais Militares do 2º Pelotão Militar Ambiental da Brigada  Militar estiveram nesta quinta-feira (30) na área onde a Companhia Riograndense de Mineração (CRM) executa trabalho de remoção de rejeito de carvão na localidade do Piquiri, interior de Cachoeira do Sul. A apuração dos policiais militares não constatou nenhuma irregularidade, segundo o comandante do 2º Pelotão, tenente Adriano Silva.

De acordo com o tenente Adriano, a equipe da CRM apresentou as licenças de operação emitidas pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) e outros órgãos ligados ao meio ambiente necessárias para a execução do trabalho, que consiste basicamente na recuperação do solo e da área degradada pelo processo de remoção de rejeitos. As operações de mineração se encerraram há décadas na área.

“Após informações sobre suposta extração irregular de carvão nessa área no Piquiri, deslocamos até o local para apurar a veracidade dessas denúncias e eventualmente realizar os procedimentos ambientais aos responsáveis, mas isso não aconteceu porque não foi constatada nenhuma irregularidade. Toda a documentação necessária para o trabalho que a CRM está executando no local nos foi apresentada”, destaca o tenente Adriano.

O comandante do 2º Pelotão Militar Ambiental da Brigada Militar explica que a remoção dos rejeitos do local é autorizada por licença Única da Fepam e quando eventuais irregularidades são constatadas, os autos de procedimento militar ambiental são encaminhados à Polícia Federal, para crimes de cunho federal, o que não foi o caso da averiguação desta quinta-feira. O Pelotão Militar Ambiental também conversou com responsáveis pela fiscalização da Fepam, que também não encontraram irregularidades no local conforme a licença e suas condicionantes.

Em nota, a assessoria de comunicação da CRM informou que “possui uma política muito forte na questão de recuperação de passivos, que envolve remoção de rejeitos e recuperação de solo com plantação de árvores nativas ou conforme estudo técnico do local”. Outro trecho da nota diz ainda que “não há nenhuma irregularidade no local, temos todas as licenças de operação necessária e o trabalho que está sendo desenvolvido lá é de remoção de rejeitos para que depois se possa fazer a recuperação daquele solo, e não extração de carvão”.

Polícia Ambiental confere documentação apresentada pela CRM, entre elas, as licenças de operação emitidas pela Fepam

Área passa por processo de recuperação de passivo de degradação deixado por trabalho de extração de minério de anos atrás