Começa a valer nesta segunda-feira (17) o Pix automático, ferramenta desenvolvida pelo Banco Central para facilitar o pagamento recorrente de contas, como luz, água, mensalidades e assinaturas. A nova funcionalidade dispensa o uso de boletos e convênios bancários, e pode ser uma alternativa ao débito automático tradicional.
O serviço permite que pessoas físicas autorizem, uma única vez, o débito automático periódico em sua conta para pagamentos a empresas e prestadores de serviços. As cobranças passam a ocorrer de forma automática na data combinada, sem necessidade de nova confirmação.

A novidade já está disponível desde o fim de maio para clientes do Banco do Brasil. A partir de agora, instituições como Caixa, Itaú, Bradesco, Santander e bancos digitais também passam a oferecer o recurso.
Quem ganha com o Pix Automático
Segundo o Banco Central, até 60 milhões de brasileiros que não usam cartão de crédito podem se beneficiar do Pix automático. Para empresas — especialmente pequenas e médias —, o sistema elimina a exigência de firmar convênios individuais com bancos, o que antes limitava o débito automático às grandes companhias. Agora, basta o prestador aderir ao serviço junto ao banco onde possui conta.
Como funciona o Pix Automático
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A empresa envia uma solicitação de cobrança ao cliente;
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O cliente acessa seu app bancário, lê os termos e autoriza;
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Ele define valor (fixo ou variável), limite e periodicidade;
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O sistema realiza os débitos na conta automaticamente.
O serviço funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, inclusive feriados. O cliente pode cancelar ou ajustar a autorização a qualquer momento.
O que pode ser pago com o Pix automático
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Contas de luz, água, telefone e gás
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Mensalidades escolares e academias
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Assinaturas digitais (streaming, música, jornais)
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Clubes de assinatura e demais serviços recorrentes
Já transferências entre pessoas físicas — como mesadas ou pagamentos a diaristas — continuam sendo realizadas pelo Pix agendado recorrente, obrigatório desde outubro de 2024.
Segurança e cuidados
Para evitar golpes, o Banco Central estabeleceu regras rigorosas para adesão das empresas ao Pix automático. Entre elas:
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A empresa precisa ter pelo menos seis meses de atividade formal;
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O CNPJ será verificado, bem como o histórico de relacionamento bancário;
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A atividade econômica da empresa precisa ser compatível com o serviço oferecido.
Essas medidas visam coibir fraudes, como cobranças de empresas falsas ou recém-criadas.
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