Crédito: Serasa
Para aproveitar a passagem do Dia dos Namorados, a Serasa encomendou uma pesquisa especial e que traz resultados surpreendentes: 53% dos brasileiros consideram o dinheiro a principal causa de brigas nos relacionamentos.
Os dados do estudo que ouviu pessoas de todas as regiões do país mostram que as questões financeiras podem fortalecer ou destruir vínculos amorosos, dependendo de como são abordadas.
A especialista em Educação Financeira da Serasa, Karla Pontes, concedeu entrevista ao programa Conexão 99 – da Rádio Vale FM 99.1 -, na noite desta quinta-feira (12) para explicar as razões para o dinheiro interferir nos relacionamentos. Confira:
As questões financeiras mexem com aspectos da personalidade e dos valores de cada pessoa e de suas origens. Segundo a pesquisa, realizada com 1.120 brasileiros, o impacto do dinheiro nos relacionamentos vai muito além de simples discussões sobre gastos e orçamentos.
Os números mostram que o dinheiro não é apenas uma questão prática, mas um reflexo de como cada pessoa lida com responsabilidade, planejamento e transparência.
A pesquisa da Serasa identificou quatro situações que mais geram desentendimentos financeiros nos relacionamentos, cada uma revelando aspectos diferentes sobre como casais lidam com dinheiro.
A impulsividade financeira é responsável por 35% dos conflitos entre casais, segundo o levantamento. A psicóloga Valéria Meirelles destaca que “as decisões financeiras sem pensar quebram qualquer planejamento e perspectiva de construir um projeto juntos”.
Exemplos comuns incluem:
● Compras por impulso que comprometem o orçamento do casal.
● Gastos não combinados que afetam planos em conjunto.
● Mudanças de última hora que impactam compromissos financeiros assumidos.
Quase metade dos entrevistados (49%) admite já ter escondido problemas financeiros do parceiro. Essa “infidelidade financeira” acontece, principalmente, por constrangimento, vergonha ou medo de perder o relacionamento.
Cerca de 32% dos conflitos surgem devido a gastos desnecessários. Quando um dos parceiros tem dificuldade em controlar impulsos de consumo, isso pode gerar tensões constantes e comprometer metas compartilhadas.
Os principais motivos incluem:
● Vergonha: medo de ser julgado pela situação financeira.
● Medo de perder o parceiro: receio de que os problemas financeiros acabem com o relacionamento.
● Desejo de resolver sozinho: tentativa de solucionar a questão sem envolver o parceiro.
● Pressão social: dificuldade em admitir dificuldades em uma sociedade que associa sucesso financeiro à competência pessoal.
Quando a verdade vem à tona, as consequências podem ser devastadoras:
● perda de confiança no relacionamento;
● comprometimento de planos futuros;
● dívidas inesperadas que afetam ambos os parceiros;
● desgaste emocional e estresse na relação.
A pesquisa revela que 41% dos brasileiros já ficaram com CPF negativado por causa de um relacionamento.
● pressão constante para emprestar dinheiro ou cartão;
● chantagem emocional usando o relacionamento como moeda de troca;
● controle excessivo sobre as finanças do parceiro;
● gastos não autorizados em nome do cônjuge;
● promessas não cumpridas de pagamento de dívidas.
● Mantenha sempre sua independência financeira.
● Estabeleça limites claros sobre empréstimos e garantias.
● Não misture sentimentos com decisões financeiras importantes.
● Busque ajuda profissional se sentir pressão financeira constante.
Os efeitos financeiros de um relacionamento podem persistir muito além do fim da relação amorosa. A pesquisa da Serasa mostra que 45% dos brasileiros contraíram dívidas do ex-parceiro mesmo após o término.
Situações comuns após o término
● dívidas assumidas em conjunto que continuam em nome de apenas um;
● financiamentos compartilhados que precisam ser renegociados;
● cartões de crédito adicionais não cancelados;
● empréstimos feitos para ajudar o ex-parceiro.
● Faça um levantamento completo de suas finanças.
● Quite ou renegocie dívidas compartilhadas.
● Cancele cartões e contas conjuntas.
● Estabeleça um novo orçamento baseado apenas na sua renda.
● Busque apoio emocional para não tomar decisões impulsivas.
Os dados da pesquisa revelam um número que é tão surpreendente quanto curioso: 24% dos entrevistados já investigaram a situação financeira de alguém antes de se envolver romanticamente, e 10% consultaram o score e CPF do possível parceiro.
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