Pastor passa a ser investigado ao usar óleo “sagrado” em fiel nua

Por 12 de outubro de 2021

A Polícia Civil segue a investigação sobre um pastor de Pantano Grande por suspeita de abuso sexual contra uma fiel. O homem foi encaminhado à Delegacia de Polícia pela Brigada Militar na última semana. A suposta vítima, de 26 anos, alega que o crime ocorreu quando o pastor fingia realizar um ato religioso. Em depoimento, ele negou ter cometido os abusos.

Segundo a denúncia, o caso ocorreu em um quarto da residência onde a mulher mora com o marido. Conforme contou para a Polícia, o pastor, de 39 anos, teria aplicado um óleo que seria “sagrado”, retirado as roupas dela, e depois passado a mão em seu corpo, realizando carícias sexuais. Além disso, outras situações com o homem se aproveitando para tocar na mulher já ocorreram, de acordo com a suposta vítima. A mulher afirmou que o pastor teria alegado que ela precisava se purificar. Para isso, iria ungir seu corpo.

Durante nova visita do pastor à casa, ela deixou um celular ligado para registrar o falso ritual. A residência da vítima fica em torno de um quilômetro da igreja na qual atua o pastor. O investigado não teve seu nome divulgado pela Polícia.

Outras duas mulheres, de 21 anos e 22 anos, que estariam na casa e, supostamente, também foram atendidas pelo pastor, optaram por não irem até a Delegacia de Polícia.

A suposta vítima disse ter realizado uma chamada de vídeo para familiares quando ocorria o abuso. Prints da chamada foram entregues aos investigadores.

A defesa do pastor divulgou uma nota a respeito do caso. Confira:

“O pastor está sendo vítima de armação de pessoas com má-fé, todas do mesmo núcleo familiar, que fizeram denúncia caluniosa, com o intuito de extorquir financeiramente o mesmo. Tanto que propuseram resolver a situação sem a polícia, o que não foi aceito pelo pastor. O fato é que, a pedido dela, o pastor estava realizando procedimento de unção com óleo, prática normal da fé, e jamais tocou em partes íntimas de ninguém. Tanto é, que, após a análise das provas, o Delegado liberou o acusado menos de uma hora depois, pois não havia elementos suficientes para confirmar a versão da suposta “vítima”, e sequer foi cogitada a acusação de estupro, e sim acusação de importunação sexual, o que o pastor repudia veementemente. A investigação segue, e o pastor é o primeiro interessado na conclusão dos fatos, pois sua imagem foi e segue sendo abalada de forma caluniosa. Juntamente com sua família, e todas as pessoas que confiam nele, está confiante na justiça dos homens e na justiça de Deus, para que a verdade total venha à tona o mais breve possível”