PLANTÃO DE POLÍCIA
A Polícia Civil prendeu nesta quinta-feira (9) mais dois investigados na segunda fase da Operação Metamorfose, que apura a atuação de uma organização criminosa suspeita de tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro em Cachoeira do Sul. Os irmãos Laudemir Medeiros Giambastiani, o Pé, de 36 anos, e Maurício Medeiros Giambastiani, o Preguiça, de 39 anos, foram localizados por agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) em uma residência no Bairro Santo Antônio.
Contra ambos havia mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça. Após a captura, eles foram encaminhados ao Presídio Estadual de Cachoeira do Sul. Com as prisões, sobe para oito o número de investigados presos no âmbito da segunda fase da Operação Metamorfose. Agora, apenas um dos alvos permanece foragido: Elisandro de Leão Porto, o Preto.
Deflagrada na última semana, a operação é resultado de aproximadamente um ano de investigação da Draco. Segundo a Polícia Civil, o grupo investigado mantinha uma estrutura organizada para abastecer pontos de venda de drogas em Cachoeira do Sul com carregamentos de maconha provenientes do Paraguai.
Ao todo, nove pessoas foram alvo de mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça. Na ofensiva da operação deflagrada na sexta-feira (3) foram presos Reni Giambastiani Sobrinho, o Guigui; Anderson Medeiros Giambastiani, o Tigrão; e Vagner Luciano Pereira, o Graxa. Outros três investigados — Nilson Corrêa Alves Junior, o Girino; Gabriel de Leão Porto, o Leitão; e Vitor Leonardi Sortica, o Caturrita — já estavam recolhidos ao sistema prisional e também passaram a cumprir prisão preventiva relacionada à investigação.
Além da estrutura de distribuição de entorpecentes, a investigação também apurou movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda declarada pelos suspeitos. De acordo com a Polícia Civil, parte dos investigados sequer apresentou declaração de Imposto de Renda nos últimos anos.
As análises bancárias apontaram ainda que apenas nas contas atribuídas ao apontado líder da organização criminosa foi registrada movimentação superior a R$ 10 milhões durante o período investigado.
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