Operação contra falsificação de agrotóxicos prende cachoeirense no Oliveira

Por 22 de junho de 2021

Operação Alquimia: um dos presos na ação foi capturado pela Polícia Civil em Cachoeira do Sul / Foto: PC/Divulgação

Um homem foi preso em Cachoeira do Sul na manhã desta terça-feira (22) na Operação Alquimia, que desmantelou um esquema de falsificação de agrotóxicos com ramificações em 15 cidades do Rio Grande do Sul, São Paulo, Mato Grosso e Bahia. A ação foi deflagrada pela Delegacia de Polícia Especializada na Repressão aos Crimes Rurais e Abigeato (Decrab) de Cruz Alta e contou com a participação de agentes das delegacias de Cachoeira do Sul na captura do suspeito e no cumprimento de mandados de busca e apreensão na cidade.

Rogério Lucas Silveira, de 46 anos, foi preso em cumprimento de mandado judicial de prisão preventiva no Bairro Oliveira, na zona norte da cidade, sob suspeitas de crime ambiental e contrabando. Na casa onde ele foi preso, a Polícia Civil encontrou agrotóxicos em quantidade considerável, embalagens e uma máquina para fechar frascos de defensivos. O crime se configurou porque os produtos estavam armazenados em local e de modo inadequados.

As investigações da Polícia Civil apontam que os agrotóxicos teriam sido contrabandeados do Uruguai. O cachoeirense foi conduzido à Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA), onde o delegado Rodrigo Marquardt da Silveira lavra o flagrante para o homem ser recolhido ao Presídio Estadual de Cachoeira do Sul.

A Operação Alquimia teve o cumprimento de 53 mandados de busca e apreensão e, além de do cachoeirense Rogério Lucas Silveira, outras quatro pessoas foram presas em diferentes regiões do Brasil.  Também houve bloqueio de contas e apreensão de veículos dos investigados. Apoiam a operação as polícias civis da BA, MT e SP, e o Pelotão de Polícia Ambiental de Cruz Alta.

A investigação realizada pela DECRAB/Cruz Alta apurou que grandes carregamentos de agrotóxicos falsos, “fabricados” em Ribeirão Preto/São Paulo, onde reside a grande liderança da organização, eram transportados e armazenados nas cidades de Ijuí e Cruz Alta. Criminosos desta região se encarregavam de comercializar e repassar parte dos produtos para integrantes de outros locais do Estado, inclusive em Cachoeira do Sul. Estes produtos eram comercializados com agricultores a valores bem abaixo do valor de mercado.

Quando aplicados na lavoura, por óbvio, não produziam o efeito desejado. Durante a investigação foram apreendidos produtos falsificados com integrantes do grupo nas cidades de Ijuí e Cruz Alta, além de terem sido apreendidos também com agricultores lesados.

Amostras foram encaminhadas para análise das empresas fabricantes, sendo então constatada a total ausência do princípio ativo dos produtos. Um dos líderes da organização, preso no dia de hoje em SP, chegou a ser preso em flagrante em março de 2020 na cidade de Ribeirão Preto/SP com a descoberta de um dos seus laboratórios clandestinos. Foi solto na sequência, quando então pode retornar com as remessas.

As prisões preventivas foram decretadas em face das lideranças da organização, embora o número de integrantes seja maior. Muitos deles possuem antecedentes e estão envolvidos também com outras práticas criminosas: estelionatos, furtos e receptação de defensivos, contrabando, descaminho, crimes ambientais, associação criminosa, dentre outros.