

A arrecadação da União com impostos e outras receitas teve recorde para o mês de novembro, alcançando R$ 226,75 bilhões, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (22) pela Receita Federal. Ou seja, nunca o governo arrecadou tanto com impostos cobrados da população. Em comparação com novembro de 2024, o resultado representa aumento real de 3,75% – considerada a inflação, em valores corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Também é o maior volume de dinheiro cobrado da população para o acumulado de janeiro a novembro. No período, a arrecadação alcançou R$ 2,59 trilhões, representando um acréscimo, corrigido pelo IPCA, de 3,25%.
Ao mesmo tempo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta segunda-feira (22), um reajuste de 8% no salário de servidores públicos efetivos do Poder Judiciário, além dos vencimentos básicos dos lotados em cargos comissionados e em funções de confiança. A proposta foi aprovada pela Câmara e pelo Senado em novembro e previa ainda novos aumentos de 8% em julho de 2027 e em julho de 2028, trechos vetados pelo presidente.
No Lulaverso, ainda, o déficit histórico: governo Lula deve fechar mandato com maior rombo fiscal pós-Plano Real. O terceiro mandato do presidente caminha para terminar com o maior déficit acumulado das contas públicas desde a implantação do Plano Real, em 1994, segundo projeções de instituições independentes, dados oficiais do Tesouro Nacional e estimativas do mercado.
O resultado reflete a combinação de expansão de gastos, recomposição de políticas sociais, frustração de receitas e mudanças nas regras fiscais ao longo do período.
De acordo com números do Tesouro, o resultado primário — que mede receitas menos despesas, sem contar juros — voltou ao vermelho em 2023 e permaneceu pressionado em 2024 e 2025.
As projeções para 2026 indicam dificuldade para cumprir as metas do novo arcabouço fiscal, mesmo com contingenciamentos e medidas de arrecadação propostas pelo governo.
Boa sorte, 2026…