Para surpresa de ninguém, estourou mais um escândalo de corrupção no Governo do petista Luiz Inácio Lula da Silva, onde mais de R$ 6,3 bilhões foram descontados de milhões de idosos.

A mão-grande já vinha ocorrendo desde 2016, mas saltaram para R$ 1,2 bilhão em 2023 e R$ 2,8 bilhões no ano passado, principalmente de idosos da área rural do Nordeste.
O esquema de desvio de valores dos aposentados era até bem simples.
As entidades associativas – leiam-se sindicatos – firmavam acordos com o INSS para realizar descontos nas folhas de pagamento dos aposentados, sendo que a maioria dos idosos sequer havia autorizado.
As entidades ofereciam benefícios fictícios, como descontos em academias e planos de saúde, mas na realidade quando o dinheiro chegava aos sindicatos, sumia nas contas dos ilustres representantes dos trabalhadores.
Como não poderia deixar de ser, aqueles que surrupiaram recursos alheios adquiriram automóveis de alto valor, como Ferraris e Rolls-Royce, além de portarem dinheiro em espécie para fugir da vigilância do fisco.
O presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, foi afastado junto com outros cinco servidores.
Tudo isso com a visível complacência do ex-Ministério da Previdência Carlos Lupi, que já havia caído em 2011 quando era Ministro do Trabalho de Dilma, a partir de – vejam só que coincidência! – denúncias de irregularidades em convênios firmados com ONGs.
Agora pediu para sair para não contaminar ainda mais o Governo Lula.
Como não poderia deixar de ser, novamente o grande líder e pai dos pobres não sabe de nada! Só seu irmão que atua numa dessas entidades investigadas.
Foram mais de 130 mil denúncias de desconto indevido, mas nada foi feito pelo governo para proteger os aposentados.
Que situação para os 23 milhões de brasileiros que recebem em média R$ 1.800,00 mensais de aposentadoria, vendo descontar o valor necessário para comprar remédios ou comida indo para sustentar luxos de corruptos.
Pior ainda é para quem contribui atualmente, porque passará por dificuldades no futuro, quando e se conseguir se aposentar.
O presidente do Tribunal de Contas da União, Vital do Rêgo, já advertiu que o sistema previdenciário deverá entrar em colapso e as aposentadorias poderão deixar de serem pagas daqui a cinco anos.
Isso vai exigir que se aumente a idade mínima para 73 anos, fazendo com que poucos realmente se aposentem.
Por enquanto o INSS se assemelha a um esquema de pirâmide e quem está na base contribui para os que estão aposentados.
Há muitos anos que inexiste patrimônio suficiente para respaldar as aposentadorias futuras e se diminuir as contribuições o esquema colapsa, tudo uma questão de tempo.
Infelizmente, não há nada que possa ser feito, porque a contribuição ao INSS é obrigatória aos que trabalham de carteira assinada, vem descontado em folha.
O governo há anos complementa recurso de outras fontes para cobrir o déficit orçamentário das aposentadorias.
Com o declínio das contas públicas, vai simplesmente faltar para cobrir o rombo previdenciário.
A situação é agravada pelo envelhecimento da população e pela exclusão daqueles em idade para contribuir, por estarem em programas sociais como Bolsa Família, que quando trabalham o fazem na informalidade, sem contribuir com o INSS.
No Brasil, surrupiar recursos públicos acaba sendo visto como uma esperteza, feliz de quem consegue, por isso não surpreende a eleição sistemática de corruptos.
Para quem recebe aposentadoria, resta aceitar de bom grado contribuir espontaneamente com os luxos daqueles que optam por amealhar recursos alheios.
Já que os aposentados não conseguem uma vida decente com o que ganham, que os que roubam possam viver com fartura.
É só lição que a vida lhes dá.
Jeferson Francisco Selbach