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sábado, 6 março, 2021 - 05:16
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Nicette Bruno morre aos 87 anos por complicações da Covid

Crédito: Divulgação

Nicette Bruno, de 87 anos, perdeu a batalha contra a Covid-19 neste domingo (20). A atriz estava internada no CTI da Clínica São José, na Zona Sul do Rio. No Instagram, Beth Goulart, filha da atriz, explicou que a mãe chegou com quadro estável na unidade saúde, mas piorou com o passar dos dias e precisou ser intubada. Ela deixa três filhos.

No início da pandemia, Nicette estava para estrear a peça “Quarta-feira, sem falta, lá em casa” no Rio, ao lado de Suely Franco. O espetáculo acabou adiado por conta das restrições para combater a Covid-19. Foi no teatro, aliás, que Nicette fez sua estreia profissional (em montagem de “Romeu e Julieta” em 1945). Ao longo das últimas sete décadas, subiu ao palco diversas vezes, e levou o Prêmio Molière de melhor atriz por “O efeito dos raios gama sobre as margaridas do campo” (em 1974) e o Prêmio Shell na mesma categoria por “Somos irmãs” (1988).

A última aparição de Nicette na TV foi em ”Éramos seis”, como a freira Joana. A participação da atriz na novela das seis foi uma homenagem, já que ela viveu a protagonista Lola (interpretada por Gloria Pires no último remake) na versão de 1977.

Nicette também ficou muito conhecida por interpretar Dona Benta de 2001 a 2004, no ”Sítio do Pica Pau Amarelo”. A trajetória de Nicette na Globo, porém, começou bem antes de ela integrar o seriado infantil: a artista trabalhou em novelas como “Selva de pedra” (1986), “Bebê a Bordo” (1988), “Rainha da Sucata” (1990), “Mulheres de Areia” (1993), “Alma gêmea” (2005), “Ti-ti-ti” (2010), ”Salve Jorge” (2011) e ”Órfãos da terra” (2019).

A atriz iniciou sua carreira artística aos 4 anos, cantando em um programa infantil na Rádio Guanabara, onde declamava e cantava. Dos 6 aos 11 anos, a artista estudou música e participou de grupos de teatro até fazer sua estreia nos palcos no início da adolescência. Aos 14 anos, já era profissional de teatro, contratada pela Companhia Dulcina-Odilon. Nicette também foi uma pioneira da televisão, estreando na TV Tupi em 1950, fazendo participações em recitais e teleteatros. Passou pela TV Continental e TV Excelsior até ser convidada pelo ator e diretor Fabio Sabag para trabalhar no seriado “Obrigado, Doutor”, na TV Globo, em 1981. A primeira novela da atriz na emissora foi gravada no ano seguinte, em ”Sétimo sentido”.

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