
Choveu durante praticamente toda a terça-feira, 21 de julho. O céu carregado e a instabilidade poderiam ter comprometido os planos, mas, por volta das 18h, a chuva cessou. A temperatura permaneceu agradável e permitiu que os convidados chegassem tranquilamente ao Sobrado Rosa Centro de Eventos.
Foi como se São Pedro também tivesse decidido prestigiar o nascimento da Revista Soberana.
Nem o mau tempo, nem a chuva que persistiu durante o dia afastaram o público. Cerca de 250 pessoas lotaram o espaço para acompanhar o lançamento da primeira edição da publicação e celebrar um dos momentos mais simbólicos da noite: o retorno de Helena Vieira da Cunha ao colunismo social, depois de cinco anos afastada das páginas.
Autoridades, empresários, profissionais liberais, comunicadores, representantes de entidades, colunistas, anunciantes, familiares e personagens da vida social cachoeirense estiveram reunidos em uma noite que combinou jornalismo, memória, empreendedorismo, cultura e encontros.
Mais do que apresentar uma nova revista, o evento marcou o início de um projeto editorial criado para registrar as pessoas, os negócios, as ideias e as transformações de Cachoeira do Sul.

Uma revista que nasce para permanecer
Idealizada pelas comunicadoras e empresárias Juliane Celiria e Magdielen Brasil, a Revista Soberana é resultado de uma trajetória conjunta construída em diferentes projetos de comunicação e eventos.
A parceria entre as duas ganhou força durante a realização do Concurso das Soberanas da Fenarroz e avançou com a implantação da Maisnova Cachoeira 96,5 FM, a reestruturação da Rádio Vale 99,1 FM e o trabalho desenvolvido no Portal O Correio.
A Soberana representa uma nova frente dentro desse ecossistema de comunicação.
Com periodicidade bimestral, a primeira edição chegou ao público com 68 páginas e uma proposta editorial voltada à valorização das histórias locais. A revista reúne entrevistas, perfis, colunas, comportamento, saúde, arquitetura, direito, negócios, cultura, região, casa, decoração e empreendedorismo.
Embora tenha no impresso um de seus principais pilares, o projeto foi concebido para manter uma atuação permanente. Os conteúdos terão continuidade no site, nas redes sociais, nas rádios, no portal de notícias, em podcasts e na realização de eventos.
A proposta é fazer com que cada edição funcione como ponto de partida para uma conversa que continue ao longo dos meses.

Helena volta para contar novas histórias
A escolha da capa da primeira edição impressa foi um dos momentos mais aguardados da noite.
Quando Helena Vieira da Cunha foi convidada ao palco, a reação do público confirmou que seu retorno não representa apenas a volta de uma coluna. Representa o reencontro de Cachoeira do Sul com uma profissional que ajudou a preservar parte importante de sua memória coletiva.
Helena iniciou sua trajetória no colunismo social em agosto de 1978, após um convite do pai, Paulo Salzano Vieira da Cunha. Nos primeiros meses, escreveu anonimamente a coluna “Sociedade em Evidência”. Em janeiro de 1979, passou a assinar “Helena Comenta” e, posteriormente, apenas “Helena”.
Durante mais de quatro décadas, acompanhou bailes, casamentos, formaturas, aniversários, campanhas beneficentes, inaugurações, atividades de entidades e acontecimentos que marcaram diferentes gerações.
Sua coluna não se limitava a registrar quem estava presente. Helena construiu um espaço de reconhecimento de trajetórias, gestos, conquistas e personagens da comunidade.
Em 2020, decidiu fazer uma pausa para dedicar mais tempo à família, aos netos, às viagens e a uma rotina menos acelerada. Cinco anos depois, retorna ao jornalismo na Revista Soberana, não para reproduzir a antiga coluna, mas para iniciar uma nova fase.
“Não quero trazer respostas prontas. Quero abrir conversas”, declarou Helena ao falar sobre a proposta de seu novo espaço editorial.
Na Soberana, ela pretende abordar comportamento, família, memória afetiva, relações humanas, gentileza, simplicidade e os desafios de uma sociedade cada vez mais acelerada.
Durante a solenidade, Helena recebeu das editoras Juliane Celiria e Magdielen Brasil o primeiro exemplar oficial da revista. O gesto marcou, simultaneamente, o lançamento da publicação e o início de um novo capítulo em uma das trajetórias mais longevas do colunismo social de Cachoeira do Sul.

Conhecimento, negócios e protagonismo feminino
A noite também apresentou oficialmente o primeiro grupo de colunistas da Revista Soberana.
Profissionais de diferentes áreas receberam seus exemplares e passaram a integrar o corpo editorial da publicação. Entre os temas abordados estão arquitetura, saúde, saúde bucal, saúde mental, direito, estética, negócios, região, casa, decoração, moda, comportamento e relacionamentos.
O objetivo é reunir profissionais reconhecidos em suas áreas, capazes de compartilhar conhecimento, provocar reflexões e aproximar assuntos especializados da rotina dos leitores.
Outro destaque foi a apresentação do caderno especial “Mulher de Negócios & Negócios de Mulher”, que registra trajetórias femininas ligadas ao empreendedorismo e ao desenvolvimento econômico de Cachoeira do Sul.
As participantes foram chamadas ao palco e receberam exemplares da revista. O especial não foi apresentado como premiação ou ranking, mas como um registro de mulheres que criam empresas, geram empregos, lideram equipes, inovam e ajudam a movimentar diferentes setores da economia local.
A primeira edição também reconheceu os anunciantes e parceiros que acreditaram no projeto antes mesmo de a revista sair da gráfica. Representantes das empresas foram homenageados e participaram do registro fotográfico oficial do lançamento.
Uma experiência para os sentidos
Cada detalhe do evento foi pensado para ampliar a experiência do público.
Os exemplares da primeira edição foram perfumados pela Aromas Camila com a fragrância Vanilla Intense, da Êvie. A proposta foi associar a leitura também à memória olfativa, criando uma identidade que ultrapassasse o aspecto visual da publicação.
A fotografia de capa foi assinada por Veridiana Stoll, responsável pelo ensaio que apresentou Helena Vieira da Cunha como protagonista da edição inaugural.
A gastronomia ficou sob responsabilidade do chef João Ilha. O evento contou ainda com mesa de frutas preparada pelo Pertutti, em parceria com a Fruteira Moraes, doces de Pavin e Killian e dois drinks autorais elaborados pela Sul Bartenders.
Um deles recebeu o nome de *Helena, em homenagem à mulher da capa. O outro foi batizado de *Soberana, inspirado na identidade da revista.
A decoração foi criada por Rosane Baumhardt, com apoio da Floricultura Schütz, enquanto a estrutura de sonorização ficou sob responsabilidade da Meteoro Sonorização. O Sobrado Rosa, anfitrião do encontro, reforçou o caráter histórico e elegante da noite.
Um novo capítulo para a comunicação local
Ao final da solenidade, o lançamento deixou de ser apenas a apresentação de um produto editorial. Tornou-se um encontro entre diferentes gerações, profissionais e setores da sociedade cachoeirense.
De um lado, a experiência de Helena Vieira da Cunha, que começou a escrever quando as notícias circulavam principalmente pelo rádio, pelo jornal impresso e pelas conversas de rua.
De outro, uma revista que nasce integrada ao ambiente digital, às redes sociais, aos podcasts, aos portais e às novas formas de produzir e distribuir conteúdo.
Entre esses dois tempos está o principal propósito da Revista Soberana: registrar o presente sem perder de vista aquilo que merece permanecer.
Mesmo depois de um dia inteiro de chuva, o público compareceu, ocupou os salões do Sobrado Rosa e acompanhou o nascimento de uma nova publicação.
Naquela noite, Cachoeira do Sul não celebrou apenas a chegada de uma revista.
Celebrou suas histórias, seus personagens e a decisão de voltar a olhar para si mesma.