Moradores denunciam abandono de praça no Alto do Amorim

Cachoeira do Sul, · --°C

 

A equipe do Portal OCorreio esteve na praça localizada no Alto do Amorim, entre as ruas Orlando da Cunha Carlos, José Antônio Mesquita e Antônio Medeiros, após denúncias de moradores que relatam o abandono completo do local. A situação, segundo os relatos e as imagens apuradas, é de descaso e negligência por parte do Poder Executivo Municipal, responsável pela manutenção da área.

 

 

Logo na entrada da praça, o cenário é alarmante: o antigo posto de saúde da comunidade, atualmente desativado, encontra-se praticamente encoberto pela vegetação. O mato alto toma conta de toda a área, inclusive das calçadas e do entorno da nova cisterna da Corsan, instalada no início deste ano. Segundo moradores, a manutenção do espaço da Corsan nunca foi realizada desde sua inauguração. “A vegetação cobre tudo. A pracinha das crianças que fica atrás da cisterna está completamente inacessível. A gente teme até pela segurança delas”, destacou um morador.

 

 

Além do descaso com a vegetação, o lixo espalhado preocupa. Nas imagens obtidas pela reportagem, é possível ver restos de obra descartados de forma irregular, formando acúmulos onde a água da chuva se empoça. A preocupação de moradores é que o cenário possa favorecer a proliferação do mosquito da dengue, justamente em um momento crítico para o Município, que já contabiliza duas mortes pela doença em 2025.

 

 

Outro ponto alarmante é a presença de animais peçonhentos. Moradores relataram que já avistaram cobras e outros bichos entre o matagal. “Tem dias que é impossível caminhar por ali. Quem mora perto evita até sair com as crianças”, disse uma moradora da Rua José Antônio Mesquita.

 

 

Conforme os denunciantes, as equipes de limpeza chegam a comparecer no centro esportivo próximo, mas a praça segue em intervenção, mesmo sendo parte do mesmo espaço público. A sensação dos moradores é de invisibilidade diante do poder público.

A preocupação é ainda maior para pais e professores da escola de educação infantil que fica em frente à praça. “É um risco para a saúde e para a segurança das nossas crianças. O mato esconde tudo, até quem não devia estar ali”, afirmou uma professora.

 

 

Diante das denúncias, a comunidade pede providências imediatas da Prefeitura de Cachoeira do Sul para a limpeza completa do local, retirada dos entulhos, manutenção da pracinha e cuidados constantes com a área da cisterna. A população também reivindica com urgência, a limpeza do local.

 

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