Mercado do boi gordo entra em compasso de espera após sequência de altas

Publicado por
Milos Silveira

Após semanas de valorização, o mercado do boi gordo no Rio Grande do Sul encerrou mais uma semana sem alterações nas cotações. A combinação entre oferta limitada de animais prontos para abate e uma postura mais cautelosa dos frigoríficos resultou em um cenário de estabilidade, indicando um momento de maior equilíbrio entre compradores e vendedores.

Levantamento do Núcleo de Estudos em Sistemas de Produção de Bovinos de Corte e Cadeia Produtiva (Nespro/UFRGS) mostra que o preço médio do quilo vivo dos machos permanece em R$ 13,00. Já para as fêmeas, a cotação média segue em R$ 10,75 por quilo vivo. O comportamento do mercado demonstra que, apesar da restrição na oferta de gado terminado, as indústrias têm adotado uma estratégia mais conservadora nas compras, reduzindo a pressão por novas altas no curto prazo. Enquanto o mercado do boi gordo apresenta estabilidade, a reposição registrou recuperação nos preços da maioria das categorias avaliadas. O movimento está associado às chuvas ocorridas nas últimas semanas, que melhoraram as condições das pastagens de inverno em diversas regiões do Estado.

Com expectativa mais favorável para a disponibilidade de forragem nos próximos meses, muitos pecuaristas voltaram a buscar animais para reposição, elevando a demanda e contribuindo para a valorização das categorias mais jovens. Entre os destaques da semana estão as altas de 4,8% no preço das novilhas e de 4,6% nas vacas de invernar. Os terneiros e novilhos também apresentaram valorização de 1,8%, enquanto a única categoria com recuo foi a terneira, que registrou queda de 0,8%.

Para o mercado pecuário gaúcho, o cenário atual sugere uma fase de acomodação no boi gordo e de recuperação na reposição, sustentada principalmente pelas melhores condições de alimentação dos rebanhos proporcionadas pelo clima. Caso as chuvas continuem favorecendo o desenvolvimento das pastagens, a tendência é de manutenção do interesse dos produtores por animais de reposição nas próximas semanas.

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Milos Silveira

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