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terça-feira, 9 março, 2021 - 01:06
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Matemática só começa a fechar com Diário Eletrônico

Não adianta. A Matemática é soberana. Dois mais dois vai dar quatro. Sempre. Só não é assim em discursos mentirosos que têm um único objetivo: enganar a população. Os números que saltam nas calculadoras dentro da Prefeitura mostra isso também. Quando mais sai do que entra, o resultado é ficar devendo. E quem paga essa conta é a população.

Entre as cifras que giram os pensamentos e tiram o sono da equipe do setor financeiro da nova gestão estão R$ 9 milhões e R$ 17 milhões. O primeiro valor garante pagar os servidores. Já o segundo, representa as despesas mensais. Essa conta não fecha. A não ser que os gastos sejam enxugados.

Nas contas domiciliares, quando as despesas estão exageradas, o que é feito? Cortar o que não precisa. Não é (ou não deveria ser) diferente em uma prefeitura. Ou seja, o que não tem necessidade mais, corta. Um exemplo imediato que depende somente da vontade da Administração Municipal é o gasto com publicações oficiais. Pode ser de graça. É só querer. A economia, de acordo com levantamento já divulgado na Câmara de Vereadores para justificar a adoção do sistema, por exemplo, seria em torno de R$ 500 mil ao ano. É como se o dono de uma casa pudesse parar de gastar pagando por algo desnecessário, mas teimasse em seguir gastando apenas para agradar quem recebe. Pior ainda quando o dinheiro não sai do bolso dele, mas da população. Assim é o Diário Oficial Eletrônico.

No seu plano de governo, o atual prefeito, José Otávio Germano, prometeu “eficiência e agilidade”, “promover a modernização no uso de ferramentas eletrônicas” e diminuir “custos operacionais”. No entanto, as calculadoras nas salas da Prefeitura seguem acusando que as contas não fecham. Precisa mudar as parcelas para o resultado deixar de ser negativo.

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