MAIS IMPOSTO VÊM AÍ! – Jeferson Francisco Selbach

Cachoeira do Sul, · --°C

Quando a população é desunida, os governantes se aproveitam para subjuga-la através do aumento sistemático dos impostos.

No Brasil, se tornou comum que os eleitos para cargos do Executivo governem através da fúria arrecadatória.

Pouquíssimos adotam medidas para baixar as despesas.

Cortar gastos é quase sacrilégio!

Acreditam, equivocadamente, que o cidadão possui uma Cornucópia que transborda recursos para sustentar a máquina pública.

Ocorre que o “chifre da abundância” do contribuinte brasileiro seca ligeiro.

Observem o Governo Federal, que usou de todas as formas possíveis e imagináveis para cobrar mais impostos e mesmo assim gasta mais do que arrecada.

A Dívida Pública Federal que representa os compromissos do Tesouro Nacional ultrapassou R$ 9 trilhões, equivalente a quase 80% do Produto Interno Bruto, tudo aquilo que o Brasil produz por ano.

Essa dívida se tornou impagável e todos sabem disso.

Ainda mais os que emprestam ao Governo adquirindo Títulos Públicos, que precisam ter juros cada vez mais altos.

Não é por outra razão que a SELIC está em 14,25% ao ano.

Quem precisa de empréstimos compete lado a lado com o Governo, que paga sempre mais para honrar os compromissos.

Pouco mais de um terço do que o Governo Federal arrecada vai para pagar juros.

Ano passado foram arrecadados R$ 2,89 trilhões e pagos de juros R$ 1 trilhão.

Isso impacta diretamente no custo diário dos produtos e serviços.

Quanto maiores os juros, maiores os gastos das empresas para vender bens e serviços.

No fim é o consumidor que paga a conta duplamente: através dos impostos altíssimos e dos juros embutidos.

Na sociedade quem se beneficia são aqueles que recebem do poder público muito mais do que pagam de impostos.

Uma família beneficiária do Bolsa-Família com 3 filhos pequenos recebe em média R$ 1 mil por mês e ao comprar alimentos devolve R$ 300.

Como recebeu tudo de graça, fica no lucro.

Quem se prejudica são justamente os assalariados com renda familiar média entre R$ 5 e R$ 25 mil, mas com os impostos abocanhando 30% de tudo isso.

São esses que trabalham 100 dias por ano somente para sustento alheio.

Do salário que sobra, precisam pagar por serviços privados, uma vez que os serviços públicos são precários.

Novamente pagam duas vezes: no imposto e nos serviços particulares quando precisam.

É essa classe média que desperta para a vida e critica as políticas assistencialistas dos governos de esquerda.

Marilena Chauí, a mais esquerdista de todas intelectuais no Brasil, afirmou várias vezes que odeia a classe média, chamando-a de “atraso de vida”, “abominação política”, “fascista” e “ignorante”.

Normal, quem não aceita de bom grado carregar o fardo dos impostos sem contrapartida é considerado inimigo.

Enquanto a maior parte da população mais receber do que pagar, as coisas seguirão como estão.

O assistencialismo vai diminuir quando acabar o dinheiro do contribuinte que, cansado de tantos impostos, vai liquidar patrimônio, consumir o mínimo e deixar de investir no país.

Nesta hora a crise vai bater tão forte na economia que todos vão pagar o preço por décadas de desequilíbrio fiscal.

Até lá resta parodiar a música de entrada do Silvio Santos:

Mais imposto vem ai, lá-lá lá-lá-laía…

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