#ColunadoTonet - por Ronaldo Tonet
Cachoeira do Sul está parada no tempo quando o assunto é transporte coletivo urbano. E isso precisa mudar.
O transporte público da cidade segue operando sem licitação e sem garantias de qualidade para os usuários. O atual prefeito, Leandro Balardin, criou uma secretaria extraordinária com a missão principal de conduzir o processo licitatório. Mas, até agora, nenhuma minuta de edital foi apresentada.
Enquanto isso, Brasil afora, municípios realizam licitações – como Ubatuba, Campinas e Curitiba – avançando na busca por transporte coletivo com foco em eficiência, sustentabilidade e inclusão tecnológica. E Cachoeira do Sul continua esperando.
Os dados técnicos principais para realizar a licitação já existem. Foram produzidos por empresas especializadas, contratadas com essa finalidade. Estudos de demanda, viabilidade econômica e projeções operacionais estão disponíveis.
Está registrada no Plano de Governo do então candidato Leandro Balardin, no Eixo 5, proposta 169, que ele se comprometeu com um procedimento licitatório visando um “transporte coletivo digno” para Cachoeira do Sul.
Recentemente, o prefeito anunciou a redução da tarifa do transporte urbano para R$ 5,70, com base em estudos da Secretaria de Transporte e Mobilidade. Então, diagnóstico atualizado já existe, mas reduzir tarifa sem garantir qualidade e sem abrir concorrência é apenas um paliativo. O verdadeiro compromisso com a mobilidade urbana exige licitação, transparência e planejamento.
Cachoeira do Sul precisa sair da inércia. A população merece um transporte digno, moderno e eficiente. E isso só será possível com a licitação do sistema. Está no plano, está nos dados, está na promessa. A hora do discurso já passou há meses, agora é o momento da prática.
Licitação dos ônibus já!
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