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segunda-feira, 28 setembro, 2020 - 08:47
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Lava Jato denuncia Lula por lavagem de R$ 4 milhões

Crédito: Fernando Frazão/Agência Brasil

A força-tarefa da Operação Lava Jato apresentou, nesta segunda-feira (14), uma nova denúncia contra o ex-presidente e ex-detento Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na ação, o petista, o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci e o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, são investigados pela suposta lavagem de R$ 4 milhões entre dezembro de 2013 e março de 2014.

Confira os recibos:

Segundo a denúncia, os repasses foram feitos em quatro operações disfarçadas de doação realizadas pelo Grupo Odebrecht em favor do Instituto Lula, cada uma no valor de R$ 1 milhão.

Os valores teriam sido debitados do crédito ilícito de propina contabilizado na “Planilha Italiano”, na subconta chamada “amigo”, codinome usado pela empreiteira em referente a Lula, na qual foi inserida a anotação “Doação Instituto 2014”.

O Ministério Público Federal aponta ainda que os recursos tiveram a mesma origem ilícita e seguiram a sistemática de outros crimes praticados em detrimento da Petrobras, incluindo dedução em caixas-gerais de propinas de empreiteiras com o Partido dos Trabalhadores.

Em um e-mail enviado em 26 de novembro de 2013 para Hilberto Silva, supervisor do Setor de Operações Estruturadas, Marcelo informa que Antonio Palocci o avisou que Paulo Okamotto (presidente do instituto) iria procurá-lo para obter a doação.

No dia seguinte, Hilberto confirma o aviso e pede que Marcelo não o deixasse desatualizado, pois estava tentando “controlar essa conta que está uma suruba”.

Em nota, a defesa do ex-presidente e ex-presidiário destaca que foi “surpreendida por mais uma denúncia feita pela Lava Jato de Curitiba sem qualquer materialidade e em clara prática de lawfare”. Conforme o advogado de Lula, Cristino Zanin, as doações estão documentadas. “Tais doações, que a Lava Jato afirma que foram ‘dissimuladas’, estão devidamente documentadas por meio recibos emitidos pelo Instituto Lula — que não se confunde com a pessoa do ex-presidente — e foram devidamente contabilizadas”, enfatiza a nota.

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