
O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul ampliou, a pedido do Ministério Público a sentença de 39 anos de reclusão, em regime fechado, para 48 anos, 8 meses e 20 dias, de um homem de 22 anos condenado por latrocínio (matar para roubar) cometido em 17 de janeiro do ano passado no Passo do Seringa, interior de Cachoeira do Sul. As investigações apontaram que o crime foi cometido por Eliseu Antunes de Oliveira, caseiro que eventualmente prestava serviços para a vítima e a esposa.
O criminoso morava perto da casa do casal. O aposentado Francisco José Goulart Teixeira, 81 anos, foi morto por estrangulamento. Já a senhora também foi estrangulada e ainda agredida a chutes e pisões na cabeça. Ela chegou a se fingir de morta para escapar da fúria do criminoso. Mesmo assim, conseguiu acionar socorro durante a madrugada. Durante a madrugada, a Brigada Militar fez buscas e conseguiu prender o homem com duas armas, dinheiro, facas e celular.
“Requintes de crueldade e grave ameaça”, afirma a Justiça
A decisão da 8ª Câmara Criminal sobre o aumento da pena foi tomada nesta terça-feira (26). Segundo o acórdão, as condutas foram praticadas com requintes de crueldade e grave ameaça, em área rural, de acesso dificultado, por longo tempo durante a noite. Também foi considerada a culpabilidade do criminoso, que era vizinho das vítimas.
A denúncia foi feita pelo promotor de Justiça Leonardo Giron e o recurso pelo promotor Davi Lopes Rodrigues Júnior. Já o promotor Átila Castoldi Kochenborger, que estava com o caso até esta terça-feira, destacou que “a decisão reforça o compromisso do Ministério Público com a responsabilização firme e proporcional de crimes graves, especialmente quando praticados com extrema violência e contra pessoas vulneráveis”. O caso seguirá agora aos cuidados da promotora Virgínia Lupatini.