Intolerância religiosa em Cachoeira do Sul é pauta de audiência pública na Câmara nesta quarta (22)

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A Câmara de Vereadores de Cachoeira do Sul recebe uma audiência pública que abordará intolerância religiosa. O encontro ocorre a partir das 18h30 desta quarta-feira (22), integrando o roteiro de atividades da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, com a presença da deputada Luciana Genro e do vereador Ryan Rosa, que propõe o debate no Município.

A audiência faz parte de uma série de encontros regionais que buscam dar visibilidade às diversas formas de preconceito e violência sofridas por comunidades religiosas, especialmente aquelas de matriz africana. Nos últimos meses, o mesmo debate percorreu cidades como Porto Alegre, Cachoeirinha, Santa Cruz do Sul, Pelotas, Viamão e Canoas, reunindo lideranças comunitárias, representantes do poder público e membros de diferentes tradições religiosas.

Além de promover o debate, o encontro deve servir como espaço para que praticantes e representantes de religiões de matriz africana, católicos, evangélicos, espíritas e outras tradições possam relatar suas experiências e propor medidas para combater a discriminação religiosa em nível local e estadual.

A deputada Luciana Genro – que coordena a Comissão de Cidadania e Direitos Humanos – é autora da Lei nº 16.122/2024, que institui o Dia Estadual do Tamboreiro, do Alabê, do Ogã e do Tata, celebrado em 15 de setembro. A data reconhece o papel essencial dessas figuras na manutenção dos fundamentos e tradições das religiões afro-brasileiras, como o Candomblé e a Umbanda.

De acordo com dados levantados pela comissão, o Rio Grande do Sul abriga a maior concentração de terreiros do Brasil, superando inclusive estados historicamente ligados às religiões de matriz africana, como a Bahia e o Rio de Janeiro. Essa diversidade religiosa, embora motivo de orgulho cultural, também tem sido alvo de episódios de intolerância que preocupam as autoridades e lideranças comunitárias.

A audiência pública é aberta ao público e deve contar com a presença de representantes de diferentes comunidades religiosas, movimentos sociais e órgãos públicos. O objetivo é construir um diagnóstico conjunto sobre a intolerância religiosa no Rio Grande do Sul e apontar caminhos para políticas públicas mais inclusivas e de proteção à diversidade religiosa.

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