Com o objetivo de ampliar as chances de identificar pessoas desaparecidas, o Instituto Geral de Perícias (IGP) do Rio Grande do Sul aderiu a uma mobilização nacional que incentiva familiares a doarem material genético. A campanha segue até a próxima sexta-feira (15) e inclui Cachoeira do Sul entre os pontos de coleta.
A proposta é simples, mas pode fazer diferença decisiva em casos que permanecem sem solução. A partir da análise de DNA de parentes próximos, os dados são cruzados com perfis genéticos de pessoas não identificadas. Somente no ano passado, 1.645 amostras foram coletadas em todo o país, contribuindo para a identificação de 35 indivíduos — três deles no território gaúcho. (CONTINUA ABAIXO DA PUBLICIDADE)

Segundo o IGP, a participação de familiares é fundamental. O exame é rápido e indolor: um cotonete é passado no interior da bochecha ou, alternativamente, é retirada uma pequena gota de sangue do dedo. O material biológico é utilizado exclusivamente para a investigação de desaparecimentos.
IGP estabelece lista de prioridade na coleta
Há uma ordem de prioridade na aceitação das amostras, respeitando o grau de parentesco mais próximo: filhos biológicos acompanhados do outro genitor, pai ou mãe biológicos e, na ausência desses, irmãos de mesmo pai e mãe.
Em Cachoeira do Sul, o atendimento ocorre no Posto Médico Legal, localizado na Rua Isidoro Neves da Fontoura, num prédio que fica no mesmo pátio da 20ª Delegacia Regional de Polícia do Interior (20ª DRPI). Informações podem ser obtidas pelo telefone (51) 3723-4371.