Governos Lula e Dilma: Cuba e Venezuela devem R$ 3,5 bilhões ao BNDES

Por 4 de agosto de 2021

A dívida de Cuba e da Venezuela com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social já chega a R$ 3,539 bilhões. Ou seja, algo em torno de US$ 682 milhões. Durante os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, empréstimos concedidos pela instituição brasileira para financiamento de obras nos dois países atingiram R$ 10,9 bilhões (US$ 2,1 bilhões).

A desculpa oficial dos governos petistas era que os investimentos no exterior abririam oportunidades para empresas brasileiras. Mas não foi o que acabou acontecendo. O programa de financiamento à exportação de serviços de engenharia favoreceu tão somente construtoras brasileiras envolvidas em esquema de corrupção. Em especial, países de esquerda aliados dos governos de Lula e Dilma.

No total, foram 148 operações com prazo médio de 11 anos e dois meses para pagamento dos financiamentos. O maior prazo foi para Cuba: 25 anos, no projeto do Porto de Mariel. Venezuela foi beneficiada com a menor taxa de juros: 1,2%.

A partir de janeiro de 2018, a inadimplência passou a ficar mais explícita. O banco acabou acionando o seguro do Fundo de Garantia à Exportação.

Cuba recebeu R$ 3,4 bilhões em desembolsos e mantém saldo devedor de R$ 2,3 bilhões. As prestações em atraso a serem indenizadas são 13. Outras 140 já foram indenizadas. Ou seja: não foram pagas nem mesmo depois de tentativas de acordo.

Para a Venezuela, o desembolso foi de R$ 7,8 bilhões e o saldo devedor é de R$ 1,2 bilhões. As prestações em atraso chegam a 42. Já as prestações em atraso já indenizadas são 510.

Sabe de quem era esse dinheiro? Imagina de onde foi tirado para financiar sem a dívida ser mais paga? Entendeu? Pois é. E vivam as narrativas para driblar tudo isso.