Governo eleva preços mínimos do arroz e da soja para a safra 2026/2027

Cachoeira do Sul, · --°C

O governo federal oficializou novos preços mínimos para os principais produtos agrícolas da safra 2026/2027, elevando os valores de referência utilizados pela Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM). A atualização, publicada por meio da Portaria nº 934 no Diário Oficial da União desta segunda-feira (13), contempla diversas culturas, mas chama atenção especialmente para o arroz e a soja, pilares da economia agrícola de Cachoeira do Sul e da Região Central do Estado.

Os preços foram fixados pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e servirão como base para as operações da PGPM, mecanismo criado para garantir uma remuneração mínima aos produtores quando os preços de mercado recuam abaixo dos valores estabelecidos pelo governo federal. A medida também orienta ações de comercialização executadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Para o arroz longo fino em casca produzido no Rio Grande do Sul — principal estado produtor do país — o reajuste foi de 6,8%. O preço mínimo passou de R$ 63,74 para R$ 68,07 por saca de 50 quilos, com vigência entre fevereiro de 2027 e janeiro de 2028. Já a soja, cultura que vem ampliando participação nas lavouras de Cachoeira do Sul nos últimos anos, teve um aumento de 7,46% no preço mínimo nacional. O valor subiu de R$ 71,04 para R$ 76,34 por saca de 60 quilos e valerá entre janeiro e dezembro de 2027.

No caso do arroz cultivado fora da região Sul — incluindo Paraná, Centro-Oeste, Sudeste, Norte e Nordeste — o reajuste foi ainda maior. O preço mínimo passou de R$ 80 para R$ 88,44 por saca de 60 quilos, representando uma elevação de 10,55%.

Embora os preços mínimos não representem necessariamente o valor praticado no mercado, eles funcionam como um instrumento de proteção ao produtor rural. Sempre que as cotações ficam abaixo desse piso, o governo pode lançar mão de mecanismos de apoio previstos na PGPM para reduzir perdas e assegurar uma remuneração mínima.

Além do arroz e da soja, a portaria atualizou os preços mínimos de milho, sorgo, algodão, feijão, mandioca, leite, borracha natural, cacau, juta e malva, entre outros produtos. No Rio Grande do Sul, o milho teve reajuste de 5,03%, passando de R$ 55,64 para R$ 58,44 por saca de 60 quilos. Já o sorgo teve o mesmo percentual de aumento, chegando a R$ 43,83 por saca.

A portaria também estabelece novos preços mínimos para sementes de culturas de verão. No caso da soja, o valor mínimo do grão destinado à produção de sementes passou de R$ 1,1702 para R$ 1,2575 por quilo, enquanto o preço mínimo das sementes certificadas subiu de R$ 2,6920 para R$ 2,8928 por quilo, ambos com reajuste de 7,46%.

Segundo a Conab, os preços mínimos são revisados anualmente com base em estudos técnicos que consideram fatores como custos de produção, comportamento dos mercados interno e externo e perspectivas para cada cadeia produtiva. As propostas são encaminhadas ao Conselho Monetário Nacional, responsável pela definição dos valores. Os novos preços terão vigência escalonada conforme cada cultura, entre julho de 2026 e junho de 2028.

Preços mínimos definidos pelo governo para a safra 2026/2027:

Arroz (RS)
• Preço mínimo anterior: R$ 63,74/saca de 50 kg
• Novo preço mínimo: R$ 68,07/saca de 50 kg
• Reajuste: 6,80%
• Vigência: fevereiro de 2027 a janeiro de 2028

Soja (Brasil)
• Preço mínimo anterior: R$ 71,04/saca de 60 kg
• Novo preço mínimo: R$ 76,34/saca de 60 kg
• Reajuste: 7,46%
• Vigência: janeiro a dezembro de 2027

Milho (RS e SC)
• Preço mínimo anterior: R$ 55,64/saca de 60 kg
• Novo preço mínimo: R$ 58,44/saca de 60 kg
• Reajuste: 5,03%

Sorgo (RS e SC)
• Preço mínimo anterior: R$ 41,73/saca de 60 kg
• Novo preço mínimo: R$ 43,83/saca de 60 kg
• Reajuste: 5,03%

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