Governo e hospitais firmam acordo para manter atendimentos eletivos aos segurados do IPE

Por 3 de junho de 2022

Posicionamento saiu de encontro realizado nesta sexta-feira no Palácio Piratini, sede do governo do Estado / Foto: Felipe Dalla Valle/Palácio Piratini

 

Os atendimentos eletivos serão mantidos aos cerca de 1 milhão de segurados do IPE Saúde. Essa foi a decisão central de encontro realizado nesta sexta-feira (3), no Palácio Piratini, em Porto Alegre, entre o governador Ranolfo Vieira Júnior, deputados e representantes do Ministério Público e de hospitais gaúchos.

Também ficou decidido que, nos próximos 30 dias, uma comissão irá buscar soluções para quitar o passivo de R$ 475 milhões do plano de saúde com os hospitais. “Também vamos verificar quais são os outros ajustes necessários no IPE. Temos um compromisso do governo do Estado sobre isso e tivemos a compreensão por parte dos hospitais. Essa saída será construída a várias mãos, entre o governo, o IPE Saúde e os prestadores de serviços”, afirmou o governador.

A nova tabela de medicamentos adotada pelo IPE Saúde, que também vem sendo debatida entre os hospitais, será mantida. “Há um inquérito civil-público em andamento e, por isso, não é possível retroceder nessa questão das tabelas. Buscaremos outras formas de equilíbrio a partir deste estudo, como reajustes em outras prestações de serviços que estejam defasadas”, disse o governador. A revisão na remuneração de diárias e na taxa de logística estão entre as possibilidades que serão debatidas no estudo técnico.

As federações que representam as instituições de saúde afirmavam que, caso a tabela de medicamentos fosse mantida, os atendimentos eletivos, desde consultas até cirurgias, seriam suspensos para os cerca de 1 milhão de usuários do IPE Saúde. Agora, com a proposta de elevar o valor de outras tabelas por serviços e quitar o passivo, houve acordo para manter os novos preços de medicamentos e continuar com os serviços de saúde aos segurados.

Nos bastidores, era grande a preocupação diante do impasse e das demonstrações de que ninguém queria ceder, o que acabou contornado. Caso fosse confirmada a suspensão de atendimentos, 1 milhão de segurados teriam de buscar o SUS ou pagar por consultas privadas.