Golpe da “Falsa Compra” invade celulares de cachoeirenses

Por 20 de janeiro de 2022

Você já recebeu notificação de uma compra que não fez? Cuidado. Bem possivelmente é uma armadilha. Uma arapuca pronta esperando seu próximo movimento. Se for errado, você pode ser lesado. O golpe vem invadindo celulares de cachoeirenses desde o começo do ano. “Eu recebi uma mensagem dessas. Desconfiei de cara, mas fiz contato com a operadora do cartão”, conta uma das vítimas localizadas pela reportagem do Portal OCorreio.

A mensagem cita uma falsa compra que teria sido aprovada e questiona se o destinatário reconhece a transação. Uma vez que a vítima não fez a compra, a orientação é entrar em contato com uma suposta “Central de Atendimento”, bastando ligar para o número de um telefone disponibilizado:

Crédito: OC/Reprodução

De acordo com o delegado de Polícia Emerson Wendt, especialista em crimes cibernéticos, alerta sobre os ataques golpistas. “Foi notificado de uma compra que não fez? Cuidado, pode estar caindo em uma pescaria virtual do criminoso”, acentua. Conforme detalha, o objetivo dos estelionatários é justamente que a vítima entre em contato para repassar informações sobre seus cartões de crédito e outros dados pessoais. “Para que ele possa fazer compras ou pedir cartões com seus dados”, acrescenta o delegado.

Quem receber a mensagem deve entrar em contato com a central de atendimento do banco e buscar mais informações a respeito. “Ignorar a mensagem do criminoso é o melhor caminho”, indica Wendt.

Segundo investigações em torno do tipo de golpe, sua origem é de presídios. Os detentos têm acesso a aparelhos celulares e passam a aplicar o crime.

Um dos alvos dos estelionatários encontrados pelo OC desconfiou da mensagem e entrou em contato com pela empresa operadora do seu cartão bancários. “Fui orientado a ignorar a tentativa de golpe. Mas é fácil cair numa dessas”, lembra.

O que é phishing?

O termo phishing vem de outra palavra do vocabulário inglês: fishing. Ou seja, “pescar”. No caso, o roubo de informações e dados particulares dos usuários através de informações falsas.

Ao compartilhar seus dados, as vítimas podem ter suas contas e cartões bancários violados, além de virarem alvos de crimes de falsa identidade ou terem dinheiro desviado em transações financeiras realizadas pelos golpistas.