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sábado, 26 setembro, 2020 - 12:07
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Golpe da Dívida Esquecida ganha força na pandemia

Estelionatários estão aproveitando o período de pandemia para avançar com seus ataques em uma nova investida: o Golpe da Dívida Esquecida. Tendo acesso às informações pessoais da vítima, o golpista entra em contato por meio de mensagem de texto, telefonema ou e-mail.

A reportagem do Portal OCorreio teve acesso ao registro de um contato feito na tentativa de um criminoso em aplicar a armadilha:

A mensagem é sempre em caráter urgente e simula o que seria um comunicado oficial com objetivo de atrair a atenção da vítima. Do outro lado da linha, segundo registros já feitos pela Polícia sobre o golpe, a ligação é atendida com identificação falsa de ser de uma empresa de recuperação de crédito.

As empresas existem e realizam um trabalho legítimo, incluindo bancos que vendem dívidas de clientes para as recuperadoras de crédito, que assumem o papel de cobrar a dívida por um valor menor. No entanto, o golpista finge ser funcionário de uma recuperadora.

A dívida cobrada não existe, mas as ameaças de negativação do CPF ou até processo judicial induzem a vítima a acreditar na farsa.

Como age o golpista?

Pede para a vítima confirmar seus próprios dados pessoais; informa o nome do banco que a vítima possui ou possuía conta e uma suposta dívida antiga em aberto; oferece um acordo extrajudicial; quando questionado sobre a existência da dívida, o estelionatário passa a ser mais hostil; ameaça negativar o CPF e processar judicialmente a vítima caso a suposta dívida não seja paga.

O que fazer?

A dica para evitar ser a próxima vítima do golpe é pedir mais informações sobre a dívida, além de ligar para o banco informado e pedir mais orientações.

Boletos bancários não devem ser pagos e transferências também não devem ser feitas até o esclarecimento devido sobre a suposta dívida.

Ainda cabe o registro de um boletim de ocorrência em uma Delegacia de Polícia para ajudar nas apurações em torno do golpe.

Fonte de informações: Brasil e Silveira Advogados/Jusbrasil

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