Dia da Fissura Labiopalatina – Conscientização e tratamento

Por 29 de junho de 2021

Dia da Fissura Labiopalatina – Conscientização e tratamento

No dia 24 de Junho comemora-se o Dia Nacional da Conscientização da Fissura Labiopalatina. A data foi escolhida para disseminar conhecimento sobre essa malformação congênita que prevalece em 1 a cada 650 nascidos vivos.

As ações voltadas à conscientização visam justamente estimular a realização de ações que permitam a identificação precoce, a prevenção, o diagnóstico, o tratamento e a reabilitação de pacientes com esta malformação.

Causas da fissura labiopalatina

Conhecido popularmente como lábio leporino, nem sempre este tipo de malformação congênita acomete apenas a região dos lábios. Por vezes, a fissura atinge também a área do palato (céu da boca). A gravidade de cada quadro depende da extensão da fissura.

O aparecimento da fenda de palato ou da fissura labial isolada, pode ser identificado ainda na gestação, nos exames de imagem no pré-natal. Apesar de não existir ao certo uma causa definitiva para o aparecimento das fissuras labiopalatinas, acredita-se que diversos fatores possam estar associados ao quadro, como a falta de vitaminas, uso de alguns medicamentos durante a gestação e fatores genéticos.

O quadro exige tratamento logo nos primeiros momentos de vida, quando uma equipe médica deve orientar os pais a respeito da amamentação. A alimentação, neste caso, pode ser feita com bicos específicos, uso de próteses para aleitamento direto ou em casos mais graves até mesmo por meio de sondas.

Tratamento da fissura labiopalatina

No tempo adequado, isto é, quando o paciente alcançar tamanho e peso adequados são realizadas as primeiras intervenções cirúrgicas. Caso não seja tratado, o lábio leporino e a fissura de palato podem causar sequelas consideráveis, como, por exemplo, problemas auditivos, infecções crônicas, desnutrição, problemas na arcada dentária e no desenvolvimento da fala.

Para evitar que os impactos sociais e funcionais afetem a vida da criança, o acompanhamento médico deve permanecer até os 18 anos de vida. A atenção multiprofissional envolve fonoaudiólogos, psicólogos, odontologistas e cirurgiões plásticos.

No Brasil, existem diversos hospitais de referência especializados em anomalias craniofaciais, que realizam o acompanhamento e tratamento das fissuras pelo Sistema Único de Saúde. Informe-se em sua UBS.