Federação leva ao Congresso carta em defesa do emprego, da renda e do futuro do tabaco

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Redação/Portal OCorreio

Após mobilizar mais de 800 participantes nos três estados do Sul, Fentitabaco chega à audiência pública da Câmara dos Deputados defendendo protagonismo dos trabalhadores e uma nova compreensão sobre a importância social e econômica da atividade

Após percorrer os três estados do Sul e mobilizar mais de 800 participantes entre trabalhadores, especialistas, lideranças sindicais, gestores públicos e representantes da cadeia produtiva, a Federação Nacional dos Trabalhadores na Indústria do Tabaco e Afins (Fentitabaco) chega a Brasília com a expectativa de consolidar um novo momento no debate nacional sobre o futuro da cadeia produtiva do tabaco. Em parceria com a Associação dos Municípios Produtores de Tabaco (Amprotabaco), a entidade participa da mobilização que antecede a audiência pública da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, levando à capital federal uma construção coletiva iniciada ainda no mês de abril e fundamentada na realidade de quem vive e trabalha diretamente no setor.

A iniciativa liderada pela Fentitabaco representou uma mudança de perspectiva no debate institucional sobre a cadeia produtiva. Os seminários realizados em Santa Cruz do Sul, Mafra (SC) e Rio Azul (PR) colocaram os trabalhadores no centro das discussões sobre saúde, emprego, renda e desenvolvimento regional, ampliando a participação de segmentos historicamente pouco ouvidos nos debates relacionados ao setor. Ao longo dos encontros, foram construídas contribuições técnicas e institucionais que agora serão apresentadas aos parlamentares e autoridades federais durante a audiência pública em Brasília.

Para o presidente da Fentitabaco, Rangel Marcon, a principal conquista desse processo foi garantir espaço e protagonismo para os trabalhadores dentro de uma discussão historicamente concentrada em outros segmentos da cadeia produtiva. “Desde o início, nosso objetivo foi construir algo diferente. Queríamos colocar o trabalhador como protagonista desse processo, porque percebíamos que muitas vezes se discutia o futuro da cadeia sem ouvir quem está diretamente envolvido nela. O que construímos ao longo desses meses foi um espaço de diálogo legítimo, capaz de mostrar que, por trás de qualquer discussão sobre o tabaco, existem pessoas, famílias, empregos e comunidades inteiras que dependem dessa atividade”, destaca.

Marcon avalia que a mobilização realizada nos três estados do Sul permitiu ampliar a compreensão sobre a complexidade econômica e social da cadeia produtiva. “Não estamos defendendo uma posição ideológica, partidária ou empresarial. Estamos defendendo trabalho, renda e dignidade. Estamos falando de trabalhadores da indústria, do campo e de milhares de pessoas que, muitas vezes, sequer percebem que dependem economicamente dessa cadeia produtiva. Nosso objetivo é conscientizar os órgãos de decisão e mostrar que não se trata de um debate simplificado, mas de uma atividade que possui enorme relevância econômica, social e cultural para o país”, afirma.

A expectativa da Federação é que a mobilização em Brasília represente um ponto de inflexão na forma como a cadeia produtiva do tabaco é percebida pelas instituições públicas brasileiras, promovendo uma mudança de perspectiva sobre o setor como um todo. “Precisamos ampliar a compreensão sobre o que a cadeia produtiva representa para o Brasil e para milhões de pessoas que dependem direta ou indiretamente dessa atividade. O lema que adotamos ao longo dessa caminhada, ‘Nada de nós sem nós’, nunca foi tão atual. Não é possível discutir o futuro do tabaco sem ouvir aqueles que constroem essa realidade todos os dias”, complementa.

A Carta dos Trabalhadores

As contribuições construídas ao longo dos seminários regionais realizados em Santa Cruz do Sul, Mafra e Rio Azul, somadas às manifestações apresentadas durante a mobilização nacional dos municípios produtores, serão consolidadas em um documento institucional, a “Carta dos Trabalhadores” que servirá de subsídio para a audiência pública “Cadeia Produtiva do Tabaco: Emprego, Renda e o Futuro da Cadeia Produtiva no Brasil”, marcada para as 16 horas da quarta-feira (1º), na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados.

A construção coletiva promovida pela Fentitabaco, em parceria com a Amprotabaco e seus sindicatos filiados nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, teve como objetivo ampliar a participação dos trabalhadores e qualificar o debate nacional sobre saúde, emprego, renda e desenvolvimento regional. O documento reúne as contribuições de trabalhadores, especialistas, municípios e entidades representativas, consolidando uma visão plural sobre os desafios e perspectivas da cadeia produtiva do tabaco no Brasil.

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