
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) comunicou ao prefeito de Cachoeira do Sul, Leandro Balardin, que a Ponte do Fandango será totalmente fechada a partir do dia 3 de fevereiro para permitir a execução de mais uma etapa da reforma estrutural da ponte, que integra o cronograma de melhorias da estrutura na BR-153. Durante a interdição, a travessia de veículos deverá ser feita pela Balsa Deusa do Jacuí, vencedora do processo licitatório para a prestação do serviço.
A ponte liga a cidade de Cachoeira do Sul à BR-290 e é um dos principais acessos rodoviários da região, conectando a capital Porto Alegre, o porto de Rio Grande e diversas rotas de transporte de cargas e passageiros. As intervenções na Ponte do Fandango fazem parte de um projeto de reabilitação estrutural que envolve elevação da ponte e reforço da estrutura, em resposta aos impactos provocados pela enchente histórica do Rio Jacuí em 2024.
Na ocasião, o nível das águas ultrapassou o tabuleiro da ponte, o que exigiu ajustes no projeto original e a necessidade de elevar a estrutura em pelo menos 3,1 metros para garantir maior segurança em eventos extremos. O investimento estimado para a obra é de cerca de R$ 60 milhões, com previsão de conclusão no primeiro semestre de 2026.
Como fica o tráfego
Até o início da interrupção total, o tráfego segue sendo permitido em sistema de pare e siga para veículos leves e pedestres, com restrições de peso para veículos pesados, conforme alertas técnicos do Dnit. A partir de 3 de fevereiro, a ponte será fechada completamente para permitir a retirada da estrutura metálica e outras etapas fundamentais da obra.
A travessia de veículos e pedestres será feita por meio da balsa Deusa do Jacuí, que operará no local durante o período de interdição. Ainda não ficou definido pelo Dnit ou pelas autoridades locais se haverá custo para os usuários ou se o serviço será gratuito.
A interdição total da ponte deve afetar o fluxo de veículos que utilizam a BR-153, especialmente caminhões e ônibus, exigindo o uso de rotas alternativas e, possivelmente, o aumento do tempo de deslocamento para quem trafega entre a região central do estado e outros destinos como Porto Alegre e a fronteira oeste.