
“Vamos saudar a Mãe do Redentor”, “Viva a Mãe do Redentor”, “Vamos rezar”. “Maria rogai por nós”. Assim foi a recepção à Romaria, Maria do Redentor na chegada ao Santuário, na manhã deste domingo (19), na Volta da Charqueada em Cachoeira do Sul.
A Romaria que chegou na sua 31ª edição foi marcada por fé e devoção com a presença de cerca de 60 mil romeiros, conforme os organizadores. A procissão percorreu um trajeto de cerca de oito quilômetros desde a Catedral Nossa Senhora da Conceição até o Santuário, localizado no Parque da Romaria, na Volta da Charqueada. Às 10h30min foi celebrada uma missa e à tarde está prevista a bênção da saúde.
Desde cedo, fiéis se reuniram na frente da Catedral na espera da saída da procissão, que aconteceu, às 8h30min. A caminhada com Mãe Maria foi carregada de emoção, oração e pagamento de promessas e músicas de louvor sob a liderança do bispo Dom Edson Batista de Melo. Da Catedral, os romeiros seguiram pela Rua Conde de Porto Alegre e Orlando da Cunha Carlos até a Volta da Charqueada.
Durante a procissão, no Alto do Amorim, os romeiros receberam saudação especial com aplausos, distribuição de água e decoração das casas com a imagem da Mãe do Redentor.
A água – como acontece todos os anos – ficou a cargo dos fiéis da Capela São Jorge, localizado ao lado do Hipódromo do Amorim, além de iniciativas particulares.

MOMENTO DE MAIS EMOÇÃO
O momento de mais emoção aconteceu na chegada da procissão na Volta da Charqueada, perto das 10h. Pessoas descalças, com crianças no colo, com a imagem e camisetas da Mãe do Redentor agradeciam por graças alcançadas. Reforçou também a emoção dos romeiros a proximidade do Santuário, pois aí já caminhavam pela Volta da Charqueada, uma via asfaltada.

TRECHO FICOU CONGESTIONADO
Foi um congestionado de romeiros. Isto aconteceu nas proximidades da entrada do Parque da Romaria. Enquanto a imagem da Mãe do Redentor era colocada no altar do Santuário, os fiéis ainda tentavam se aproximar do local.

SHOPPING NA BEIRA DA RODOVIA
Um shopping a céu aberto foi instalado às margens da Volta da Charqueada. Desde muito cedo, barracas foram colocadas em uma área destinada para o comércio, que tinha roupas, churrasquinho, açaí, salada de frutas, rapaduras, sucos, bebidas, brinquedos eletrônicos, além de pastéis, cachorro quente e outros produtos alimentícios.

HISTÓRICO DA ROMARIA
A Romaria Diocesana Maria, Mãe do Redentor nasceu por iniciativa do então bispo da Diocese de Cachoeira do Sul, Dom Ângelo Domingos Salvador, em 1995. Ele desejava criar um grande momento anual de fé e unidade entre as paróquias da recém-criada diocese (instalada oficialmente em 1991).
Inspirado nas palavras do Papa João Paulo II — que chamava Maria de “Mãe do Redentor” na encíclica Redemptoris Mater — Dom Ângelo propôs que esse fosse o título da padroeira diocesana e do evento.
O objetivo era que a devoção mariana unisse os fiéis em torno da missão de Cristo Redentor.
A primeira Romaria foi realizada em 24 de setembro de 1995, com o tema “Maria, Mãe do Redentor e os Excluídos”. Desde então, ela se consolidou como o maior evento religioso da Diocese de Cachoeira do Sul, reunindo, a cada ano, milhares de romeiros vindos de toda a região.
Dom Ângelo acompanhou de perto a estruturação do Parque da Romaria, localizado na Volta da Charqueada, projetado para acolher os fiéis e simbolizar o altar de toda a diocese. Também idealizou a imagem oficial de Maria, Mãe do Redentor, elaborada conforme esboço de Monsenhor Elcy Arboitte.
Dom Ângelo foi bispo diocesano de Cachoeira do Sul de 1991 a 2008, sendo o primeiro bispo da diocese. Seu episcopado foi marcado pela pastoral social, pelo incentivo às vocações e pela valorização das comunidades do interior.
A Romaria tornou-se o símbolo de sua visão pastoral: um povo que caminha junto, na fé e na solidariedade. Mesmo após sua renúncia, o evento continuou crescendo e hoje ultrapassa 60 mil participantes, mantendo vivo o ideal de Dom Ângelo de uma Igreja missionária e acolhedora.
Assista a um vídeo da 31ª Romaria de Cachoeira do Sul: