
Famílias residentes entre o Kartódromo e a sede do Botafogo, no Alto do Amorim, em Cachoeira do Sul continuam cobrando a limpeza dos escombros de uma construção de uma escola de educação infantil, que estava prevista para ser construída entre 2015 a 2019. Como a obra foi abandonada, o local está transformado em um depósito de lixo cercado pelo mato. O que restou das paredes, da cobertura e do que existia na área interna está tudo destruído. A sujeira é extrema e, por isto, após quase dez anos o local virou um criatório de insetos, ratos e outros animais.
“Não aguentamos mais ver pessoas jogando todo tipo de lixo na obra inacabada”, disse a dona de casa, Adriana Santos de Mello, moradora da Rua João Manoel de Matos para a reportagem do Portal O Correio na manhã desta terça-feira (4). A casa dela está localizado ao lado dos escombros. “O que era para ser uma escola agora é também um banheiro público e o pior é o matagal onde aparece todo o tipo de bicho”, salientou.
A área ao redor dos escombros é passagem obrigatória de famílias que residem nas proximidades. Durante o dia é perigoso e à noite ninguém se arriscar a se aproximar do local. Por isto, a apreensão das famílias, tanto que alguns chegaram a colocar fogo no lixo, onde pode ser encontrados roupas, calçados, plástico, tapetes, madeira, sacolas, afora mau cheiro.

O QUE SERIA CONSTRUÍDO NO ALTO DO AMORIM
A escola fazia parte de um programa do governo federal denominado Próinfância. Uma empresa que ganhou a concorrência para construir creches no país– inclusive a de Cachoeira – chegou a iniciar a obra, mas acabou abandonando o projeto. A empresa era a construtora MVC. Desde então, a comunidade do Alto do Amorim convive com um resto de construção que se transformou também em ponto de encontro de vândalos e lixo por todo o lado.
O local previsto para a obra da escola infantil não é pequeno. A área faz divisa com o complexo do Botafogo FC – onde existe vários campos de futebol de um projeto social – moradias, o kartódromo municipal e a antiga sede campestre utilizada por servidores municipais. Toda a região está em meio a um matagal e não existe iluminação pública.