Estradas e pontes: quais estragos justificam a situação de emergência

Cachoeira do Sul, · --°C

 

A Prefeitura de Cachoeira do Sul declarou situação de emergência ainda na sexta-feira (20), em decorrência das chuvas intensas que atingiram o Município no decorrer da última semana. A medida foi oficializada por meio do Decreto nº 102, publicado na edição nº 806 do Diário Oficial. Conforme o documento, a precipitação em grande volume causou alagamentos, deslizamentos, remoção de famílias e danos severos à infraestrutura urbana e rural da cidade.

Entre os principais impactos destacados pela Prefeitura estão o alagamento de 34 estradas e pontes, além de danos em outras 27 vias do interior do Município, o que comprometeu seriamente o acesso às comunidades rurais. A situação obrigou, inclusive, a suspensão do transporte escolar e das aulas em oito escolas do meio rural e em outras seis unidades escolares afetadas pelos temporais.

Também foi registrada a interrupção total da BR-153, principal acesso a Cachoeira do Sul, agravando ainda mais a mobilidade urbana e logística da cidade. A rede de saúde pública foi igualmente impactada: três Estratégias Saúde da Família (ESF) localizadas na zona rural suspenderam completamente o atendimento, enquanto outras 11 unidades de saúde sofreram avarias, com prejuízos parciais à prestação de serviços.

O decreto assinado pelo prefeito Leandro Tittelmaier Balardin autoriza a mobilização de todos os órgãos da administração municipal para atuarem sob coordenação da Defesa Civil. Entre as ações emergenciais previstas estão a remoção de famílias afetadas, campanhas de arrecadação de donativos e recursos, e a possibilidade de uso de propriedades privadas para salvamento ou evacuação, em casos de risco iminente, mediante indenização posterior aos proprietários.

Além disso, está autorizada a dispensa de licitação para aquisição de bens e serviços indispensáveis à resposta à emergência e à reconstrução, conforme previsto na legislação federal. Essa medida visa agilizar a contratação de obras e materiais para restaurar a trafegabilidade e reparar estruturas comprometidas.

A Administração Municipal também justificou o decreto com base em laudos técnicos que apontam prejuízos ambientais, econômicos e sociais, acentuados pela permanência de danos ainda não resolvidos da enchente histórica de 2024. O assoreamento de rios e a mudança nos leitos de arroios seguem afetando áreas urbanas e rurais, agravando a vulnerabilidade da população local.

O decreto terá validade de 180 dias e abre caminho para que o município possa solicitar apoio financeiro dos governos estadual e federal, bem como facilitar o acesso a recursos extraordinários para reverter os danos causados pelo evento climático extremo.

A Defesa Civil de Cachoeira do Sul segue monitorando a situação e orientando os moradores das áreas de risco. A Prefeitura reforça o pedido para que a população colabore com doações e permaneça atenta às orientações das autoridades locais durante o período de emergência.

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