Entrevista: presidente da Câmara ressalta ações de combate à violência contra a mulher

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Um outdoor na Rua Saldanha Marinho, esquina com a Rua Milan Krás, chama a atenção para o combate à violência contra a mulher.

A iniciativa é da Câmara de Vereadores. A presidente da Casa Legislativa, Juliana Spolidoro (PSDB), participou do programa Conexão 99 – da Rádio Vale FM 99.1 -, na noite desta quinta-feira (14), destacando a ação e outras propostas de sua autoria com o objetivo de proteger as mulheres, incluindo o uso do transporte coletivo:

A peça destaca uma das fases do Ciclo da Violência, identificadas pela psicóloga Lenore Walker*. Segundo a profissional, são três fases no Ciclo:

  • Fase 1, aumento da tensão: o agressor se irrita com coisas insignificantes, tem acessos de raiva, humilha a vítima, faz ameaças e destrói objetos;
  • Fase 2, ato de violência: quando a tensão acumulada da Fase 1 se materializa em violência verbal, física, psicológica, moral ou patrimonial;
  • Fase 3, arrependimento e comportamento carinhoso: o agressor se torna amável para conseguir a reconciliação. A mulher se sente confusa e pressionada a manter o relacionamento perante a sociedade. Contudo, a tensão volta e o ciclo recomeça.

O outdoor chama a atenção para um caso fictício, mas baseado em inúmeros casos da vida real, de uma mulher que perdoa o agressor e acaba morta. Além disso, destaca o telefone 180 da Central de Atendimento à Mulher.

“Esse outdoor é um alerta e também um compromisso com a luta contra a violência contra a mulher. Infelizmente, os casos seguem em alta no Rio Grande do Sul e em todo o Brasil e isso mostra que todos os meses, todos os dias são momentos de conscientização, atenção e enfrentamento dessa realidade. É fundamental que o poder público fale sobre isso de forma clara e responsável, porque a violência muitas vezes começa dentro do próprio ciclo da violência: no arrependimento, nas promessas de mudança, no comportamento carinhoso após a agressão. E é justamente nesse ciclo que muitas mulheres acabam permanecendo em relações abusivas. Precisamos continuar informando, acolhendo e incentivando a denúncia. Nenhuma mulher deve se sentir sozinha ou desacreditada. Combater a violência contra a mulher é um dever coletivo e uma luta permanente”

– presidente Juliana Spolidoro

*Com informações do Instituto Maria da Penha

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