
A reportagem do Portal OCorreio acompanha os procedimentos para uma das etapas mais delicadas e desafiadoras no cronograma da obra de recuperação da Ponte do Fandango, em Cachoeira do Sul. Desde a manhã desta quinta-feira (26), a Construtora Cidade deu início aos trabalhos de içamento da estrutura metálica e do tabuleiro da estrutura, para ser elevado em 3,14 metros. A operação utiliza 12 macacos multicabos, cada um com capacidade para suportar até 300 toneladas. O trabalho de içamento deve ser concluído na tarde desta quinta-feira. Ao todo, a estrutura a ser macaqueada tem 1.750 toneladas, conforme o gerente de Contrato da empresa, Eduardo Brito, explicou em entrevista ao repórter Cacau Moraes:
A elevação integra o projeto de readequação estrutural aprovado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), que prevê o aumento da altura da ponte após a enchente de maio de 2024, quando o tabuleiro chegou a ficar submerso pelas águas do Rio Jacuí.

Segundo a empresa responsável, a demolição dos viadutos de acesso está em fase final e pode ser concluída antes do prazo inicialmente indicado pelo Dnit, que era o fim de março. Já foram retiradas vigas e longarinas, restando apenas parte dos pilares antigos. Ao mesmo tempo, novos pilares começam a ganhar forma no canteiro, sinalizando o avanço da reconstrução.

A interdição completa da ponte foi autorizada pelo Dnit no início de fevereiro, permitindo o ingresso na chamada “fase crítica” da obra — etapa que exige bloqueio integral do tráfego por envolver intervenções estruturais de maior profundidade e complexidade. A previsão inicial é de que o bloqueio se estenda por cerca de cinco meses. Durante esse período, as equipes atuam na remoção de estruturas antigas e na preparação da base para o içamento definitivo da pista e da estrutura metálica, operação considerada uma das mais complexas do cronograma.

O projeto inclui reforço estrutural dos viadutos de acesso, elevando a capacidade de carga do trem-tipo de 24 toneladas para 45 toneladas, nova pavimentação e realocação da passarela de pedestres para o lado direito, permitindo o alargamento da pista sem comprometer o funcionamento da eclusa existente no local. O investimento, inicialmente estimado em R$ 62 milhões, pode superar R$ 70 milhões. A conclusão geral dos trabalhos está prevista para acontecer ainda em 2026.