
A Associação dos Monitores de Cachoeira do Sul (AMCS) divulgou uma nota oficial de descontentamento na qual manifesta contrariedade à forma como a Secretaria Municipal de Educação vem conduzindo as demandas relacionadas aos remanejamentos e às lotações dos monitores da rede municipal.
No documento, a entidade afirma que os pedidos de remanejamento realizados pelos monitores, servidores concursados, ocorrem por motivos considerados legítimos e plausíveis. Segundo a associação, a atual sistemática de remanejamentos tem deixado profissionais sem alternativas para resolver questões de deslocamento e lotação durante o ano letivo.
A AMCS destaca que há situações em que servidores precisam atuar em dois turnos distintos, em escolas distantes entre si, além de exercerem suas atividades em unidades afastadas de suas residências. A entidade também aponta dificuldades relacionadas à ausência de transporte público ou de meios adequados de locomoção, além de circunstâncias pessoais que podem afetar a saúde mental e a qualidade de vida dos profissionais.
Em entrevista ao programa Conexão 99 – da Rádio Vale FM 99.1 -, na noite desta segunda-feira (22), o presidente da associação, Rafael Paschoal, destacou a nota:
Conforme a nota, os deslocamentos frequentes acabam impactando a remuneração da categoria, considerada já reduzida pela associação. O documento afirma ainda que diversos monitores buscaram, por meio do diálogo, soluções para as demandas apresentadas. No entanto, a entidade relata que um novo pedido de exoneração de uma servidora foi registrado.
A associação argumenta que a saída de profissionais não afeta apenas os trabalhadores, mas também a comunidade escolar e a continuidade do trabalho pedagógico nas unidades de ensino.
No texto, a AMCS questiona até quando a categoria continuará, segundo a entidade, sendo “desmerecida e desatendida”. A associação também pergunta quantos profissionais ainda precisarão pedir exoneração para que o Executivo Municipal reconheça a importância do monitor como educador.
Outro ponto abordado pela entidade diz respeito às gratificações. A nota afirma que os monitores que atuam no Ensino Fundamental não recebem adicional de insalubridade. Também são citados profissionais que trabalham em escolas do interior e que, segundo a associação, não recebem gratificação de difícil acesso.
Além disso, a AMCS sustenta que os monitores que atuam diretamente na Educação Inclusiva seguem sem receber a gratificação de 50%, apesar de atenderem os mesmos alunos e desempenharem funções consideradas igualmente essenciais.
A entidade também contesta a alegação de que haveria um “mapeamento” para a distribuição dos profissionais. Conforme a associação, se esse sistema estivesse funcionando adequadamente, não haveria tantas solicitações de remanejamento ou pedidos de exoneração.
Ao final da nota, a diretoria da AMCS registra o “profundo descontentamento e contrariedade” diante das situações enfrentadas pela categoria, ressaltando que os monitores se consideram agentes diretos e fundamentais da educação pública.