E se Itamar seguisse o exemplo de Figueiró?

Por 29 de agosto de 2021

O ex-secretário municipal da Saúde, Marcelo Figueiró, abdicou de sua titularidade da pasta e optou em retomar sua cadeira na Câmara de Vereadores. A motivação, segundo o próprio emedebista, foi participar da votação sobre a Proposta de Emenda à Lei Orgânica Municipal que prevê a implantação do Diário Oficial eletrônico e gratuito pela Prefeitura. “Defendo isto desde a faculdade de comunicação social e vou defender sempre” , enfatizou Figueiró. Ou seja, Figueiró é um ex-secretário municipal que abriu mão da pasta para defender o que acredita ser certo.

Em meados de 2017,  um dos projetos aprovados pela Câmara tinha autoria do então vereador Itamar Luz com a mesma pauta. Em consequência, o Poder Legislativo passou a adotar o Diário Oficial eletrônico gratuito. Na época, o sistema ficou disponível para a Prefeitura, mas nunca foi utilizado pelo Poder Executivo Municipal.

O autor da proposta defendia no período que a medida traria mais economia. “A instituição do Diário Oficial Eletrônico não só garante mais agilidade e acesso rápido de um número incalculável de pessoas às informações da Câmara de Vereadores, como acarreta economia ao Legislativo. A adoção do DOE traz vantagens diretas para os contribuintes que não precisam pagar para acessar as informações do Legislativo, já que a ferramenta virtual lhes garante acesso gratuito”, argumentou o então vereador no período.

E se a mesma motivação de Figueiró iluminasse… Luz? O atual secretário municipal da Inclusão Social precisaria deixar o comando da pasta para retomar sua cadeira na Câmara de Vereadores e poder votar a favor do Diário Oficial eletrônico gratuito também pela Prefeitura. A mesma função – secretário municipal – e a mesma pauta – implantação do sistema de graça para publicação de atos oficiais da Prefeitura de Cachoeira do Sul. A diferença é a posição a respeito do tema. E as consequências para o resultado da votação prevista para segunda-feira. Fiat Lux.