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terça-feira, 1 dezembro, 2020 - 11:17
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dudamulticomunicação – O que é Neuromarketing?

por Eduarda DeAvila Esteves

Para entender o Neuromarketing e sua importância é preciso observar a vida a partir de uma perspectiva biológica. Se o ser humano fala, se alimenta, locomove, ama, se relaciona, sente desejo e compra isso ocorre em função de estruturas biológicas que compõem o corpo e o cérebro, e reações químicas que acontecem através dessas estruturas. Conhecer estes aspectos que são intrínsecos em nós é indispensável para quem trabalha com pessoas, para quem trabalha em equipe, para quem é casado, para quem tem filhos e para quem vende. É importante entender de maneira muito consciente que onde há comportamento humano, há reações neurológicas. Tudo o que envolve comportamento humano é neuro, inclusive Marketing.

Mas antes de compreender o que é Neuromarketing é preciso saber o que este termo NÃO significa. Neuromarketing não é PNL (Programação Neurolinguística), não é hipnose, não é psicologia do comportamento do consumidor e muito menos gatilho mental. Neuromarketing não trata sobre como controlar a mente do consumidor, mas sim sobre como entendê-lo para controlar a mensagem que irá chegar até ele e desenvolver ações de marketing mais efetivas. Ele é a união da ciência com o marketing para entender a forma como o consumidor toma suas decisões de compra.

O que chamamos de Neuromarketing é, na verdade, neuro- pesquisa em marketing, pois só abrange a área de pesquisa de comportamento do consumidor e não a atividade de marketing como um todo, isto é: não trata de todo o processo de marketing, que incluí gestão, comunicação, relacionamento, criação de produtos e serviços, precificação, vendas e etc.

O Neuromarketing é uma parte deste trabalho, e surgiu da grande necessidade de conhecimentos mais precisos, confiáveis e aplicáveis da área de pesquisas de mercado para que as decisões fossem tomadas com maior embasamento.

Assim como a Neuroeconomia, o Neuromarketing utiliza tecnologias ligadas à medicina, mais especificamente o diagnóstico por imagem da neurologia como, por exemplo, a ressonância magnética funcional (FMRI) para estudar a localização das áreas estimuladas no cérebro humano e as respostas deste a uma informação de marketing. Através de aparelhos que registram imagens cerebrais é possível detectar quais áreas do cérebro humano são ativadas quando pessoas são expostas a comerciais de TV, aos discursos políticos, a vídeos e imagens nas redes sociais ou ainda a produtos em pontos de vendas físicos.

O fato de a máquina ler emoções está ligado à nossa incapacidade de fazê-lo, pois como seres humanos, interpretamos os fatos como nos é conveniente ou como as nossas crenças nos dirigem ou permitem. As ações de Neuromarketing não têm como objetivo manipular as decisões e comportamento de compra dos consumidores para gerar mais vendas para as empresas, mas sim, entender como isso acontece pelo viés da neurociência, para que as marcas possam atender de forma mais objetiva as necessidades e desejos do ser humano, que com o avanço das mudanças tecnológicas, tornam-se ainda mais específicos e urgentes.

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