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sábado, 26 setembro, 2020 - 22:58
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Dia do Folclore: conheça mitos e lendas que encantam nossa cultura popular

Neste sábado (22) é Dia do Folclore no Brasil. Data de exaltar o conjunto de conhecimentos, costumes, crenças, contos, mitos, lendas, músicas, danças e festas populares de uma cultura e de uma região. O termo foi criado em 1846, pelo arqueólogo inglês William John Thoms, estudioso da cultura popular, que uniu as palavras “folk”, que em português significa povo, popular e “lore”, cultura, saber.

Em agosto de 1965, a data, que é celebrada em todo o mundo, passou a fazer parte do calendário brasileiro. Foi criada para ressaltar a importância e a valorização das manifestações folclóricas do país.

Quem não se lembra das cantigas de roda? De personagens como Curupira, Caipora e de tantas outras figuras, fruto da imaginação popular?

Quem não se lembra da lenda do Uirapuru, nome comum a diversas aves, e que inspirou um mito indígena sobre uma linda história de amor? Da encantadora Yara, a bela índia que dorme na Vitória Régia e a todos encanta?

Religiosidade, crenças e fé, contos, poemas e poesias também são ingredientes do nosso folclore, que reflete ainda aspectos das culturas indígena, africana e europeia.

Um menino que só tem uma perna, fuma um cachimbo e usa um gorro vermelho. Um jacaré gigante que atormenta as crianças e uma mula que expele fogo pelo pescoço. Conhecem esses estranhos personagens? Eles fazem parte do riquíssimo folclore brasileiro.

Algumas histórias desses mitos e lendas variam de acordo com as diferentes regiões do Brasil. Isto porque cada personagem do folclore possui sua própria história e características diferentes. Será que você os conhece?

Para destacar a passagem da data, confira alguns mitos e lendas que tornam o Folclore do Brasil tão encantador:

O Saci-Pererê

Acredita-se que o Saci-Pererê tem origem nas tribos indígenas da Região das Missões, no Sul do país. E foi de lá teria se espalhou por todo o país. Verdade ou não, o fato é que o menino negro, de um perna só, short e gorros vermelho é uma das figuras folclóricas mais conhecidas. Não usa camisa e nem sapato. Está com os braços escondidos atrás das costas e tem um olhar de danado. O Saci está sempre com um cachimbo na boca, pulando para lá e para cá. É um menino agitado que aparece com um redemoinho e que adora pregar peças nas pessoas. Ele adora, entre outras travessuras, esconder os objetos que dificilmente são encontrados novamente ou confundir as pessoas e fazer com que se percam.

Ilustração. Menino negro, de um perna só, short e gorros vermelhos. Não usa camisa e nem sapato. Está com os braços escondidos atrás das costas e tem um olhar de danado.

Cuca

Quem nunca ficou com medo de ser raptado ao ouvir a cantiga “Nana neném que a Cuca vem pegar…”?

A lenda da Cuca parece ter surgido na Espanha e Portugal. Lá ela era chamada de “Coca” e tinha a forma de um dragão. Acredita-se que a lenda tenha viajado até o Brasil na época da colonização portuguesa. Mas fama mesmo ela ganhou muitos anos depois, nas histórias do Sítio do Pica Pau Amarelo, de Monteiro Lobato. Associada ao bicho papão, a figura da Cuca é usada para fazer medo às crianças que não obedecem seus pais e não querem dormir.

Curupira

Defensor da natureza, o Curupira vive nas matas brasileiras, tem os cabelos vermelhos e os pés virados para atrás. O seu nome tem origem tupi-guarani e sua função é espantar todos que querem destruir as matas. Para cumprir sua missão, emite sons e assovios que dão medo. E é muito difícil encontrá-lo, pois, quando anda, suas pegadas vão marcando o caminho contrário que ele está fazendo.

Ilustração. Menino de pele morena, cabelo vermelho, olhos verdes e pés virados para trás. Está segurando uma flecha. Usa um colar e uma saia marrom feita de penas.

Lobisomem

O nome já diz tudo. É a mistura de um lobo com um homem. Segundo a lenda do Lobisomem, quando uma mulher tem sete filhos e o oitavo nasce homem, este último será um Lobisomem. Ao longo do dia, ele é homem. A partir da meia-noite, nas noites de lua-cheia, se transforma em Lobisomem. Ele se alimenta de sangue, e, segundo a mitologia, é violento. A lenda da mistura entre lobo e homem tem origem na Europa.

Mula sem cabeça

É uma mula, mas foge do normal. Ela não tem cabeça e expele fogo através do pescoço. A lenda diz que quando uma mulher namora um padre, como forma de maldição, ela é transformada em uma mula sem cabeça. Das noites de quinta-feira para sexta-feira, a mulher vira o animal e solta fogo pelo pescoço, enquanto sai galopando na escuridão.

Ilustração. Xereta está montada numa mula sem cabeça. Do lugar da cabeça, sai

Boto

Dizem que nas noites de festa junina, na Amazônia, o boto sai do rio e transforma-se em um homem belo e atraente. Ele seduz as mulheres, as leva para o fundo do rio e as engravida. A lenda do boto tem origem na região Amazônica, onde é comum encontrá-lo.

Negrinho do Pastoreio

Depois de ter sido injustamente acusado de perder um dos cavalos do seu dono, um menino escravo teve que voltar ao pasto para recuperar o cavalo. Como não achou o animal, o patrão fez o menino passar a noite dentro de um formigueiro. No dia seguinte, o garoto estava livre, sem nenhum ferimento e montado no cavalo baio que havia sumido. Pela lenda, foi um milagre que salvou o menino. O Negrinho do Pastoreio é uma lenda típica da região Sul e o menino é considerado o protetor das pessoas que perdem algo.

Fonte: Câmara dos Deputados

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