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domingo, 20 junho, 2021 - 03:32
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Detento que matou agente em Caxias é encontrado morto

Agente Clóvis Antônio Roman (foto) e o colega que sobreviveu eram oriundos da última turma da Susepe, que ingressou no serviço público após o concurso de 2018 / Foto: Susepe/Divulgação

O detento foragido que matou o agente penitenciário Clóvis Antônio Roman, 54 anos, em Caxias do Sul, foi encontrado morto na manhã desta quarta-feira (9) num apartamento na Avenida Independência, na área central de Porto Alegre. Guilherme Fernando Huff, de 29 anos, teria atirado contra si no momento em que policiais civis e militares cercaram o imóvel.

A informação dando conta de que o criminoso se suicidou partiu da Polícia Civil e da Brigada Militar. Um dos cinco presos na ação desta quarta-feira relatou informalmente aos policiais que Huff se trancou num quarto do apartamento afirmando que preferia morrer a voltar para a cadeia.

Os agentes da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DPHPP) de Caxias do Sul contaram com o apoio da Brigada Militar na ação. O Instituto-Geral de Perícias foi acionado após a chegada dos policiais. Um dos envolvidos na tentativa de resgate dele no posto de saúde foi preso no local pelos policiais civis.

Um segundo suspeito foi detido no bairro Santa Cecília. Outras três pessoas, entre elas a companheira de Huff, que teria organizado toda a logística de resgate, também foram presas.

O ATAQUE

O ataque que culminou com a morte de Roman e que teve outro agente da Susepe, de 42 anos, baleado aconteceu na madrugada de segunda-feira (7), por volta das 3h, na UPA zona norte de Caxias do Sul. Os agentes deixaram a Penitenciária Estadual de Caxias do Sul, no Apanhador, para escoltar Huff até a UPA porque o preso se queixava de cólicas renais.

Três criminosos fortemente armados invadiram o local e confrontaram-se com quatro agentes da Susepe que faziam a escolta e custódia do detento. Duas enfermeiras e um vigia também tiveram ferimentos ao serem atingidos durante a troca de tiros. Após o confronto, os criminosos fugiram em um Volkswagen Passat, onde estava um quarto cúmplice aguardando-os no estacionamento.

Atingido e ferido no tiroteio, Mig foi quem matou Clóvis Antônio Roman, após se apossar da arma do outro agente, de 42 anos, que estava ferido e caído depois de ter sido baleado no tiroteio.

Na fuga, o foragido fez uma jovem refém, sendo levado no Citroën C3 dela até Farroupilha, de onde ele prosseguiu a fuga em um VW Gol, de cor preta, que já estava esperando-o. O condutor do Passat segue foragido.

ÚLTIMA TURMA

O agente Clóvis Antônio Roman e o colega que sobreviveu ao ataque dos criminosos eram da turma do último concurso da Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe). O certame foi realizado em 2018. Após a ocorrência desta segunda-feira, a Amapergs, sindicato que representa a categoria, determinou que os agentes só poderão sair em escoltas e em operações externas às casas prisionais se tiverem condições técnicas e de pessoal para a condução seguras dos presos.

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