
A América Latina está azulando após décadas de controle da esquerda vermelha que deixou um rastro de endividamento por onde passou.
Com a escassez de recursos para investir nos programas sociais e altos índices de corrupção, as populações têm se voltado para candidatos mais moderados de direita.
A Bolívia é o exemplo clássico de esgotamento das redistribuições populistas que enriquecem poucos e empobrecem a maioria.
Depois de 20 anos do Movimento ao Socialismo do cocaleiro Evo Morales, elegeram Rodrigo Paz, senador de centro-direita que derrotou outro conservador.
Prometeu manter os programas sociais para a maioria indígena com maior austeridade e promover o crescimento do setor privado, além de se aproximar dos Estados Unidos.
Na Argentina, o partido do presidente Javier Milei teve vitória estrondosa na eleição legislativa, contra todas as previsões da imprensa e pesquisas, inclusive em Buenos Aires, reduto peronista.
Ampliou sua bancada no Congresso, passando de 37 para 101 deputados e de 6 para 20 senadores.
Com isso, poderá seguir implantando suas reformas que baixou a inflação de 25% para 2% ao mês, reduziu a taxa de pobreza em 10% e entregou superávit orçamentário depois de décadas de gastança.
No Chile, o conservador José Antonio Kast Rist deve se eleger nas eleições no final deste ano, enfrentando o atual presidente esquerdista Gabriel Boric, para quem perdeu em 2022 no segundo turno.
Sua plataforma contesta aborto, casamento entre pessoas do mesmo sexo e imigração ilegal.
Na Venezuela, as forças militares norte-americanas ensaiam o iminente ataque às estruturas do narcotráfico do Cartel de los Soles liderado por Nicolás Maduro.
Seu ex-chefe de inteligência Hugo “El Pollo” Carvajal foi preso e extraditado para os Estados Unidos, onde abriu a boca sobre as toneladas de cocaína e o financiamento ilícito de partidos de esquerda em diversos países latino-americanos.
A usurpação dos recursos da empresa petrolífera venezuelana serviu para financiar regimes vinculados a membros do Foro de São Paulo, como de Lula no Brasil, o casal Kirchner na Argentina, Evo Morales na Bolívia e Gustavo Petro na Colômbia.
Aliás, a próxima após a Venezuela será a Colômbia, cujo presidente Petro foi sancionado pelo envolvimento com o tráfico internacional de drogas.
Ele permitiu que os cartéis prosperassem com benefícios oriundos do seu plano de “paz total”.
O grande timoneiro brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva finalmente se encontrou com Donald Trump na Malásia, após meses de retóricas nacional-populistas.
Como esperado, exigiu o fim das sobretaxas e das sanções contra Ministros do STF e membros do governo petista.
O Secretário de Estado norte-americano Marco Rubio foi designado para mediar as negociações, que incluem o fim das perseguições judiciais contra Bolsonaro e as empresas de tecnologia.
Lula tenta vender otimismo, mas sabe que as chances de acordo são ínfimas, pois Marco Rubio conhece a América Latina e descarta a retórica socialista.
Martin De Luca, advogado de Trump, ironizou a longa viagem para conversar por 45 minutos e tirar uma foto ao final, sem qualquer avanço diplomático.
A jornalista Ana Paula Henkel diz que Trump abre diálogo e aperta a mão de todo mundo, que isso não é mérito nenhum.
Lula vai lavar as mãos e deixar os “cumpanheiros” enrascados, desde que a primeira-dama possa continuar esbanjando nos paraísos capitalistas. No final, o pior da tal “química” é a dependência.