
As considerações da vereadora Mariana Carlos (PT) na sessão semanal da Câmara seguem repercutindo nos bastidores políticos locais. A parlamentar fez duras críticas ao contrato emergencial para a operação do transporte coletivo urbano de Cachoeira do Sul durante seu pronunciamento. Segundo Mariana, a população está sendo levada a acreditar que a contratação representa a solução definitiva para o serviço. “A população está acreditando que essa contratação é a tão aguardada licitação. O cidadão comum não tem culpa de estar sendo enganado”, enfatizou Mariana.
De acordo com a vereadora, as dúvidas na população sobre a pauta geram a crença de que a contratação é global, mas Mariana ressaltou que não é verdade.
Em outro trecho de sua manifestação, Mariana Carlos levantou dúvidas sobre a viabilidade econômica da operação. Segundo a vereadora, a Prefeitura informou que a tarifa ao usuário permanecerá em R$ 5,70. Entretanto, Mariana afirmou que, nesse valor, a receita gerada atualmente não é suficiente para cobrir os custos operacionais do serviço.
Na avaliação da parlamentar, indicativos sugerem que o custo da tarifa para a nova empresa seria de aproximadamente R$ 7,40. Dessa forma, caso o passageiro continue pagando R$ 5,70, a diferença precisaria ser coberta pelo Município. “Se não tiver subsídio, vai ter que acontecer uma mágica”, declarou.
A vereadora também afirmou que o secretário municipal responsável pelo tema negou, durante reunião com os parlamentares, qualquer possibilidade de concessão de subsídio à futura operadora do transporte coletivo. “Secretaria Extraordinária, de extraordinária não tem nada. Vai ficar pra sempre”, disparou Mariana.
No decorrer de sua manifestação, Mariana Carlos criticou a condução política do processo pelo Executivo. Segundo a vereadora, a decisão do prefeito estaria sendo tomada em razão de divergências com a família proprietária da atual empresa prestadora do serviço. Para a parlamentar, “o interesse público tem que ser muito maior do que isso”, defendendo que as decisões sobre o transporte coletivo priorizem a população e a continuidade do serviço.
Confira:
No último dia 2, data de encerramento do prazo da Dispensa Eletrônica nº 61/2026, a empresa Expresso Presidente Getúlio Ltda. – de Santa Catarina – apresentou proposta para a contratação emergencial de pessoa jurídica destinada à operação do Sistema Público de Transporte Coletivo de Passageiros em Cachoeira do Sul.
O melhor lance registrado foi de R$ 9,66 por quilômetro, valor inferior ao preço de referência da contratação, fixado em R$ 9,67.