Começam as obras no maciço da Barragem do Capané

Por 18 de setembro de 2021

Obras na Barragem do Capané: empresa que executará dreno contra riscos na estrutura do maciço já montou canteiro nesta semana / Foto: Pedro Hamann/Irga/Divulgação

 

A empresa Dalla Nora Arquitetura e Construção deu início nesta semana às obras emergenciais para construção de um dreno no macio da Barragem do Capané, em Cachoeira do Sul. Contratada pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), a empreiteira já descarregou material para montar o canteiro dos trabalhos, que vão entrar o período de safra. A obra é orçada em R$ 3,5 milhões.

O projeto de engenharia prevê a construção de um dreno em pé que, via de regra, é o meio mais comum de drenagem interna de uma barragem de terra. Ele coleta e carreia a água de infiltração para fora da barragem.

Consiste em uma zona de material permeável no pé do talude de jusante ou em uma trincheira, que geralmente recobre um tubo drenante envolvido por material filtrante. A água coletada é descarregada em um canal de descarga que deságua no vertedouro ou em qualquer ponto a jusante da barragem.

A partir da abertura do ponto de descarga, será possível acompanhar com segurança a elevação do nível da água represada sem que isso represente uma ameaça à taipa, que com o passar dos anos passou a apresentar microfissuras e ser enquadrada como estrutura de risco. O prazo contratual para conclusão da obra do dreno é de 120 dias a contar da primeira quinzena de setembro, mas a previsão é de que os trabalhos sejam concluídos bem antes desse período.

Quando em pleno funcionamento, as águas da Barragem do Capané irrigam cerca de 4,5 mil hectares de lavouras de arroz durante a safra de verão. Atualmente, 30 propriedades rurais do entorno dependem dessas águas para irrigarem seus sistemas produtivos.

Nos últimos meses, o armazenamento de água foi reduzido pela administração da barragem, que deixou a lâmina d’água em pouco mais de 4 metros, metade da capacidade da estrutura.

Barragem do Capané: armazenamento de água teve de ser reduzido por conta de microfissuras que surgiram na estrutura