
Nesta terça-feira, dia 16, foi inaugurado no campus sede da UFSM o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas). A cerimônia marcou uma parceria importante entre a UFSM e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Os Cetas são unidades especializadas no recebimento de animais silvestres apreendidos, resgatados ou entregues voluntariamente pela população. Esses centros realizam serviços essenciais, como identificação, marcação, triagem, avaliação, tratamento, recuperação, reabilitação e destinação dos animais, com o objetivo principal de devolvê-los à natureza.
Com a inauguração do Cetas Santa Maria, o Brasil passa a contar com 26 centros desse tipo. Entre 2020 e 2025, os Cetas do Ibama receberam mais de 370 mil animais silvestres, dos quais cerca de 61% foram reintroduzidos em seus habitats após receberem cuidados especializados.
A escolha de Santa Maria para sediar o novo centro atende a uma demanda estratégica. A região é vulnerável ao tráfico internacional de fauna devido à sua proximidade com as fronteiras do Uruguai e da Argentina. Além disso, sua localização central no Rio Grande do Sul, com acesso rodoviário facilitado e aeroporto no município, garante agilidade no atendimento e no transporte dos animais.
Outro ponto de destaque é a presença da UFSM, reconhecida nacionalmente pela excelência em ensino, pesquisa e inovação. O novo centro será também um espaço para formação acadêmica e desenvolvimento de projetos voltados à conservação da fauna, envolvendo áreas como biologia, medicina veterinária e zootecnia.
Com essa iniciativa, a defesa da fauna ganha protagonismo. O Cetas Santa Maria representa um avanço concreto na proteção da biodiversidade brasileira ao combater o tráfico de animais silvestres e promover a reabilitação de espécies ameaçadas. Trata-se de um compromisso com a vida, com o equilíbrio dos ecossistemas e com o futuro das próximas gerações.
Sua inauguração ocorreu em alusão ao Dia do Bioma Pampa, celebrado em 17 de dezembro, e reforça o compromisso com a proteção dos animais originários desse ecossistema e de áreas de transição. Com capacidade inicial para abrigar cerca de cem animais, o centro já nasce com estrutura planejada para expansão nos próximos anos.
– Ronaldo Tonet