
Em 2024, o Rio Grande do Sul foi assolado por uma das maiores tragédias climáticas de sua história. Chuvas intensas e enchentes devastadoras deixaram um rastro de destruição, com centenas de mortos, milhares de desabrigados e prejuízos materiais bilionários. O evento expôs, de forma brutal, a vulnerabilidade dos municípios gaúchos diante das mudanças climáticas e a urgência de ações concretas de adaptação e resiliência.
Com a aproximação da COP 30, que será realizada em Belém do Pará, entre os dias 10 e 21 deste mês, o Brasil assume um papel central nas discussões globais sobre o clima. A conferência representa uma oportunidade histórica para que estados e municípios brasileiros avancem em políticas públicas voltadas à sustentabilidade e à proteção das populações mais vulneráveis.
No entanto, Cachoeira do Sul ainda não possui um Plano Municipal de Adaptação às Mudanças Climáticas. A ausência desse instrumento estratégico compromete a capacidade da cidade de se preparar para eventos extremos, de acessar recursos e de integrar redes de cooperação climática.
AdaptaCidades
A Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura (SEMA-RS) tem atuado como parceira dos municípios na elaboração de seus planos de adaptação. Por meio de iniciativas como o Roadmap Climático e a adesão ao programa federal AdaptaCidades, o governo estadual oferece capacitação técnica, ferramentas de diagnóstico e apoio institucional para que as cidades gaúchas avancem na agenda climática.